Sericicultura discute problemas da nova safra
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quinta-feira, 24 de julho de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Criadores de bicho-da-seda e técnicos do setor se reúnem hoje em Altônia (80 quilômetros de Umuarama) no 15º Encontro Estadual de Sericicultores, que vai discutir as estratégias para a próxima safra. Pelo menos 1.200 pessoas são esperadas no evento, que tem o apoio da Emater, Iapar, Comissão Nacional de Sericicultura e da Associação de Produtores de Altônia.
A sericicultura envolve hoje mais de 50 mil trabalhadores em todo o país, gerando recursos da ordem de US$ 130 milhões ao ano. O Paraná é responsável por 75% da produção nacional de casulos verdes, com cerca de 12 toneladas. O Estado abriga quase 8.500 barracões e 35 mil hectares de amoreiras. Apesar da cultura ser tradicional e de extrema importância para o Estado, falta organizar toda a cadeia produtiva, diz o agrônomo Jorge Watanabe, um dos coordenadores de sericicultura da Emater.
O secretário de Agricultura de Nova Esperança, Osvaldo de Pádua, diz que os produtores pretendem discutir principalmente a questão dos preços e as mudanças que são estudadas na portaria do Ministério da Agricultura para a classificação do produto. Ele explica que hoje o quilo de casulos está cotado em média a R$ 2,79, valor abaixo do custo de produção. Pádua acredita que um valor em torno de R$ 3,20 já seria remunerador. O produtor espera ainda, segundo Pádua, mudanças favoráveis na portaria ministerial, que é exigente. O sericicultor paranaense produz um dos melhores fios do mundo, mas está descapitalizado, o que acaba refletindo na qualidade e produtividade, afirma.


