Sercomtel vai cortar R$ 9 milhões da folha, diz presidente
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sábado, 09 de junho de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
Enxugar o quadro de pessoal, reduzir as terceirizações e expandir os serviços são as principais metas do novo presidente da Sercomtel, Régis Márcio Tavares, 52 anos. Em entrevista à FOLHA, ele afirma que sua indicação pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) foi ''técnica''. No cargo há duas semanas, o ex-gerente de Planejamento minimiza os prejuízos à imagem da empresa que teriam sido causados pelo afastamento, dia 16 de maio, do ex-presidente Roberto Coutinho, denunciado à Justiça por corrupção.
De acordo com Tavares, que é funcionário de carreira da telefônica desde 1987, sua missão é cumprir o planejamento estratégico da Sercomtel. Entre as metas previstas, está o programa de sucessão e demissão voluntária, que teve início no mês passado e termina em abril de 2013.
Das 660 pessoas que a operadora emprega atualmente, devem permanecer cerca de 550. Com isso, segundo o presidente, será possível reduzir em R$ 9 milhões o custo total com folha de pagamento estimado em R$ 41 milhões por ano. ''Temos 113 pessoas que estão no programa, sendo que 70 delas são aposentadas que continuaram trabalhando na empresa'', ressalta. O objetivo do programa, nas palavras de Tavares, é ''oxigenar, trazer gente mais jovem'' para a organização.
Um corte nas terceirização também ajudará a reduzir custos, segundo o presidente. Ele não tem números a respeito do impacto da medida, mas afirma que será possível ''internalizar'' algumas atividades como manutenção da central, segurança e infraestrutura predial, jardinagem, limpeza e o provedor de internet. ''Considero nosso nível de terceirizaçao muito alto'', justifica.
Em relação aos prejuízos que a empresa vem apresentando nos últimos dez anos, ele afirma que a situação será revertida em 36 meses, ''no máximo''. De acordo com o presidente, o que vem acontencendo são ''resultados negativos contábeis'', que se justificam pelo alto grau de investimento que as empresas de telecomunicação precisam fazer. ''Temos um caixa e um patrimônio importantes que nos dão condições de continuarmos no mercado. Fechamos todos os anos com relativa robustez (de receita)'', salienta.
Expansão
Assim como Coutinho, Tavares aposta na expansão dos serviços pelo Paraná, e até fora do Estado, para colocar a empresa no azul. ''Começamos neste ano a atuar em Curitiba. Até dezembro, entraremos em Ponta Grossa, Cascavel e Pato Branco'', conta. Nesta cidades, a Sercomtel oferecerá telefonia fixa e banda larga. ''Os investimentos para essa expansão já foram feitos e a receita começa a entrar ao longo do tempo'', afirma. .
A Sercomtel tem autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para oferecer telefonia fixa e banda larga em todo o Estado. Na área celular, a empresa só pode atuar na região do DDD 43. Até julho, é esperada a autorização para a oferta de TV por assinatura, pelo sistema DHT (satélite) no Paraná.
Sobre as restrições quanto à telefonia celular, ele diz que há alternativas para atuar fora da região 43. ''Podemos comprar minutos de outras operadoras''.
Em relação às coligadas (Adatel de Osasco - em São Paulo - e Adatel de São José - em Santa Catarina), Tavares diz que a prioridade, como consta do planejamento estratégico, é vender essas empresas. Apesar disso, ele diz existir um ''plano B'' caso o negócio não se concretize.
Em Osasco, de acordo com o presidente, a Adatel tem 16 mil clientes em TV por assinatura e banda larga. Mas, por meio desta coligada, seria possível a Sercomtel oferecer também telefonia fixa. ''Podemos utilizar transporte de chamada com terminação em Osasco e completamento em todo o Estado de São Paulo''.
Esta seria uma forma, segundo ele, de baratear ligações fixas do Paraná para todo o Estado vizinho. Para isso, Tavares estima um ser necessário um investimento de R$ 1,5 milhão.


