Marcos BorgesNo papelRubens Pavan, presidente do Sercomtel: estudos de viabilidades técnica e econômica para construir em Londrina um centro de excelência em telecomunicaçõesO Sercomtel S.A. Telecomunicações está retomando o projeto de construção do Teleporto de Londrina, engavetado desde a saída de Assad Jannani da frente da superintendente da empresa, em fevereiro do ano passado. Na próxima semana, o presidente do Sercomtel, Rubens Pavan, viaja à São Paulo para encontrar-se com representantes de empresas internacionais com potencial para serem parceiras no projeto. Pavan, que prefere não divulgar os nomes destas empresas, diz que, por enquanto, o Sercomtel está contactando possíveis interessados em participar do Teleporto.
Apesar do projeto ser antigo, ele garante que nenhum estudo de viabilidades havia sido feito. ‘‘Estamos formando um grupo para fazer estudos de viabilidades técnica e econômica’’, diz. ‘‘Vamos ter que contar com consultoria especializada, que tenha experiência internacional no assunto’’. O grupo de empresas deve estar fechado em 60 dias, segundo Pavan.
‘‘Os estudos vão levar em conta o que já temos em telecomunicação em Londrina, o que está vindo para cá e o que deve ser colocado para viabilizar o projeto, além do custo e da previsão de retorno do investimento’’, diz Pavan. Segundo ele, os tipos de produtos e serviços a serem oferecidos pelo Teleporto de Londrina também devem ser levantados. ‘‘Este projeto só se justifica se prestar serviços nacional e internacional’’.
O Teleporto, um centro de excelência em telecomunicações, é um local com infra-estrutura de telecomunicações de tecnologia avançada, que tem capacidade de transmitir e receber grandes volumes de voz, dados e imagens. No Brasil, ainda não existe nenhum Teleporto. ‘‘O Rio de Janeiro tem um projeto para implantação de um Teleporto, que agora foi emcampado pelo governo federal’’, diz o presidente do Sercomtel.
Segundo Pavan, o Teleporto de Londrina é uma das prioridades de sua gestão. ‘‘Pretendo esgotar este assunto, que pode mostrar-se viável ou não. Isto vai depender dos resultados dos estudos’’, garante Pavan, que diz que ‘‘o atual projeto tem muito a ver com o projeto embrionário lançado por Jannani’’.
Apesar de não descartar a possibilidade do projeto do Teleporto provar ser inviável, Pavan está otimista. ‘‘Temos a favor o conceito positivo do Sercomtel como prestador de serviços, a localização privilegiada de Londrina, principalmente em relação ao Mercosul, e os projetos da Embratel e da Telepar, que devem trazer uma rede de fibras óticas para Londrina’’, diz. ‘‘A promessa de privatização da Embratel e das operadoras do sistema Telebrás também colaboram para tornar o País atrativo às empresas internacionais, interessadas na carência do mercado de telefonia brasileiro’’.
O Sercomtel já tem o local onde pode ser construído o Teleporto, que é um terreno de 10 mil metros quadrados na avenida Higienópolis, próximo ao Iate Clube, onde atualmente funciona a oficina mecânica da prefeitura de Londrina.

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