Sercomtel registra prejuízo de R$ 60,4 milhões
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quinta-feira, 17 de abril de 2014
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
A Sercomtel teve um prejuízo contábil de R$ 60,4 milhões em 2013. Apesar disso, o presidente da empresa, Christian Schneider, demostrou otimismo ontem durante entrevista coletiva convocada para divulgar os resultados da telefônica no ano passado. Ele afirma que a operadora "saiu da UTI" e que, ao final de 2014, deverá apresentar equilíbrio contábil. Nos últimos 15 anos, a Sercomtel registrou lucro somente em três exercícios.
No ano passado, a empresa faturou R$ 192,9 milhões, tendo a receita líquida operacional ficado em R$ 134,9 milhões. Já as despesas operacionais somaram R$ 66,2 milhões e os custos dos serviços prestados atingiram R$ 97,4 milhões (ver quadro).
De acordo com o presidente, não fossem os "eventos extraordinários" e a depreciação, a companhia teria gerado um resultado positivo de R$ 13,2 milhões em 2013. Somente as falências das empresas coligadas - Adatel de Osasco (SP) e Adatel de São José (SC) -, jogadas no balanço de 2013, representaram R$ 29,6 milhões dos R$ 60,4 milhões do prejuízo. O Programa de Demissão Voluntária (PDV) colaborou com mais R$ 6,9 milhões. Juntando as provisões jurídicas e os juros e multas pagos pela empresa, os eventos extraordinários somaram R$ 44,1 milhões. Já as depreciações representaram R$ 29,5 milhões.
"O período de arrumação da casa termina agora", afirmou o presidente. De acordo com ele, apesar de não poder anunciar porque a licitação aberta para contratar agência de publicidade está sendo questionada na Justiça, a receita operacional bruta da operadora cresceu 6,18%, atingindo R$ 192,9 milhões. Isso se deve, afirma Schneider, ao esforço de vendas feito pela equipe comercial. Foram vendidos no ano passado 20 mil novos acessos de telefonia fixa e 10 mil de banda larga. "É um resultado que nunca havia sido atingido", garante. O presidente contou que 93% da receita da Sercomtel vêm dos serviços de banda larga e telefonia fixa. E somente 7%, da telefonia celular.
Já as despesas operacionais caíram de R$ 77,6 milhões para R$ 66,2 milhões, ou seja, tiveram uma redução de quase 15%. O aumento de receita e a diminuição de despesas, segundo Schneider, geraram uma redução de 43% do prejuízo operacional da companhia, de R$ 54,4 milhões para R$ 31 milhões.
Ele avaliou que o principal objetivo de 2013, que era equilibrar o fluxo de caixa, foi cumprido pela diretoria. "Quando assumi o cargo (em março de 2013), a expectativa era de que faltariam R$ 35 milhões ao final do ano. Conseguimos reverter a situação e chegamos com R$ 300 mil em caixa na virada do ano", declarou. O presidente acredita que, se o cenário não tivesse sido alterado, a empresa teria sofrido intervenção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).



