Sercomtel quer disputar leilão da telefonia fixa na Banda B
O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, afirmou ontem, durante entrevista à imprensa, que a telefônica londrinense está interessada em integrar um consórcio para participar do leilão que irá definir as empresas-espelhos, que concorrerão à Banda B da telefonia fixa no País. O leilão está previsto para outubro deste ano. Pavan esteve presente no leilão de privatização da Telebrás, anteontem, no Rio de Janeiro, para conhecer os interessados no mercado de telefonia brasileiro. Queria saber também quem eram os interessados no Paraná e Santa Catarina, disse.
Ele afirmou que o volume de dinheiro das negociações da privatização da Telebrás deixou claro que a Sercomtel só terá poder de fogo para participar do próximo leilão caso se associe a grandes grupos internacionais. Por enquanto, isto está sendo discutido internamente, junto com a Copel e a Inepar, nossas parceiras em outros projetos.
Pavan admite, porém, já ter conversado informalmente sobre o assunto com algumas operadoras estrangeiras. Mas só iremos discutir esta possibilidade concretamente quando estivermos com as regras do leilão em mãos, afirma. Isso deve acontecer nos próximos dias. Pavan afirmou que a Sercomtel só tem interesse em participar do leilão como operadora ou co-operadora.
O presidente da Sercomtel disse ainda que existe possibilidade de um acordo operacional entre a empresa e a Tele Centro-Sul para a Banda A de telefonia fixa, banda em que a Sercomtel já detém a concessão em Londrina. Isto iria otimizar o que temos e evitaria investimentos em duplicidade na região, explica. A Tele Centro-Sul ganhou no leilão de anteontem a concessão para explorar os estados do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Goiás e Tocantis. Em Londrina, o consórcio não pode operar a Banda A.
Em reportagem publicada ontem na Folha, o presidente da Telepar, Luiz Mário Lampert Marques, disse que a Tele Centro-Sul teria interesse em participar do leilão para tentar ganhar a concessão de exploração da Banda B de telefonia fixa em Londrina. Rubens Pavan, porém, disse que esta possibilidade é remota porque acredita que o governo não irá fragmentar a licença do Paraná em duas neste leilão. Não tem sentido. O concorrente deve disputar o Estado todo, e a Tele Centro-Sul está impedida de entrar em outras regiões do Paraná por ter ganho a concessão da Banda A. Senão, não haveria concorrência, lembra.
Pavan pretende incrementar a atuação da Sercomtel na telefonia fixa antes da chegada da concorrência. Até o final do ano, queremos ter 140 mil terminais fixos instalados na cidade, diz. Hoje, a Sercomtel tem 120 mil telefones fixos, atendendo 80% das residências. Por isso, a cidade não tem grandes atrativos para a concorrência, avaliou.
O leilão de anteontem mostrou que não há muitas condições para os investidores nacionais concorrerem com os estrangeiros, que vieram com grande apetite, afirmou. Muitos vencedores disputaram algumas regiões como estratégia, pensando, na verdade, em participar do mercado livre a partir de 2002. Pavan garantiu que a Sercomtel vem se preparando para esta abertura de mercado há alguns anos. Neste mês, começamos a oferecer uma segunda linha para usuários que utilizam muito telefone. Além disso, em Londrina a habilitação do telefone fixo custa R$ 80.
Pavan disse também que a Sercomtel já cumpre todas as metas estipuladas pela Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações para os ganhadores do leilão de anteontem. Até o final de 2001, eles terão que atender a clientela num prazo de 7 dias. Hoje, a Sercomtel, fornece o telefone em 24 horas, lembra. Com o leilão, espera-se que brevemente tenhamos em todo o Brasil serviços de qualidade como os oferecidos em Londrina.DivulgaçãoPioneirismoPavan: Espera-se que o Brasil venha a ter em breve serviços da qualidade dos que temos em LondrinaCláudia Lopes





