Além dos recursos do BNDES, uma forma de captação de recursos para investir em tecnologia nos municípios, no caso daqueles menores de 50 mil habitantes, é através do Projeto Cidades Digitais do Ministério das Comunicações, que foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No ano de 2013, o valor ofertado é de R$ 100 milhões.
O projeto tem o intuito de modernizar a gestão e o acesso aos serviços públicos por meio da construção de redes de fibras ópticas que possibilitam a conexão entre os órgãos públicos, da população a serviços eletrônicos do governo e a espaços de uso de internet. Isso inclui ainda implantação de aplicativos de "e-gov" nas áreas financeira, tributação, educação e saúde e a capacitação dos servidores municipais para o uso e gestão da rede. A primeira seleção do Projeto Cidades Digitais, aberta em 2012, contemplou 80 municípios.
A Sercomtel é uma das empresas que se interessa em prestar serviços a estas pequenas cidades que buscarem recursos através do projeto. Na área de atuação da companhia telefônica londrinense, tem diversas cidades que podem passar a contar com esse tipo de serviço. O presidente da Sercomtel, Christian Schneider, também participou do evento na Acil e disse que as grandes operadoras do setor geralmente não possuem interesse em investir nestes locais. "A digitalização e a chamada democratização da internet acabam, portanto, demorando muito para chegar".
Schneider comentou ainda que a Sercomtel poderia realizar parcerias com os municípios da região com DDD 43 com o objetivo de auxiliar estas cidades a criarem os projetos para enviar ao Governo Federal e, posteriormente, prestar serviços nos locais. "Viemos hoje (ontem) publicamente oferecer os nossos serviços em parceria com as prefeituras para poder captar estes recursos e depois montarmos a operação, oferecendo às cidades produtos com preços mais acessíveis ou até gratuitos", complementou. (V.L.)

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