Arquivo FolhaPrazo apertadoRubens Pavan, da Sercomtel: ‘‘Nossa corrida é contra o tempo’’A diretoria da Sercomtel S/A Telecomunicações vai priorizar a busca de um parceiro estratégico, para atuar no mercado aberto de telecomunicações, segundo informou o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, em entrevista coletiva ontem de manhã, em Londrina. Com a parceria estratégica, o Município continuaria com o controle da Sercomtel na Cidade. Segunda à noite, a Câmara Municipal aprovou em primeira discussão projeto de lei que autoriza a prefeitura a privatizar a Sercomtel, de forma total ou parcial. A segunda e última discussão do projeto será feita amanhã pelos vereadores.
Pavan afirma que o projeto foi encaminhado às pressas à Câmara porque o Ministério das Telecomunicações está acelerando o processo de privatização do sistema Telebrás, que deve ocorrer até junho. ‘‘Se a Sercomtel não for privatizada antes, corre o risco de ter suas ações desvalorizadas pois ficaria nas mãos de um único comprador’’, diz. Para a telefonia fixa, o País foi dividido em três regiões; cada uma vai pertencer a uma operadora. Até meados de abril, será publicado o edital para inscrição de interessados em participar do sistema Telebrás.
A intenção da Sercomtel, conforme Pavan, é ser vendida antes, conforme preço avaliado pelo consórcio Capitaltec, que faz a consultoria da empresa. Pavan acredita que a Sercomtel é altamente atrativa para as empresas interessadas na região Centro/Sul, que engloba o Paraná. ‘‘A Sercomtel será a primeira a se oferecer no mercado. A empresa que adquirir as nossas ações terá uma plataforma interessante para operar na região Centro/Sul. Se vender suas ações antes do sistema Telebrás, a Sercomtel terá um pé na Tele Cento/Sul.’
O prazo para a conclusão da consultoria feita pelo consórcio Capitaltec é 5 de maio, mas Pavan afirma que o resultado deve ser antecipado. ‘‘Nossa corrida é contra o tempo’’. O presidente da Sercomtel afirma que a consultoria deve apontar dois caminhos macros: a privatização total ou a parcial, com um parceiro estratégico. Ele ressalta que a intenção do prefeito Antonio Belinati é a busca de um parceiro estratégico, para evitar que o controle da empresa seja transferido para fora de Londrina. ‘‘Se continuarmos com o controle, vamos preservar empregos’’. Pavan informa que a Sercomtel está mantendo contato com possíveis empresas interessadas na parceria. Segundo ele, a parceira terá que ser grande ter recursos para os novos projetos da empresa.
Para o usuário, Pavan diz que não haverá mudanças. ‘‘Em qualquer desenho de privatização, será preservado o índice de ofertas de telefones e a qualidade de serviços a que estamos acostumados nos últimos 30 anos’’.
Sobre o movimento de oposição à privatização, Pavan diz que não acredita em obstrução do processo. ‘‘Os funcionários estão acompanhando o processo desde o início. Há grupos de trabalho interno que assessoram a consultoria. Pode haver um movimento isolado. Tivemos que antecipar o projeto de lei por conta da privatização da Telebrás.’
Está tramitando nas comissões internas da Câmara projeto de lei que autoriza a Sercomtel a criar a empresa específica para a telefonia celular. A divisão da empresa em duas - para a telefonia fixa e para a celular - é uma determinação do Ministério das Comunicações. A criação da Sercomtel Celular S/A está sendo assessorada pela Arthur Andersen.

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