O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, disse ontem que não tem nenhuma preocupação em relação a mudança no controle da Companhia Paranaense de Energia (Copel), dona de 45% das ações da operadora londrinense. Ele acredita que vários grupos internacionais terão interesse em comprar a Copel futuramente – quando a Eletrobrás privatizar a Companhia.
‘‘Qualquer empresa que comprar a Copel vai ter que se submeter ao acordo de acionistas, que rege a gestão da Sercomtel’’, revelou Pavan, ressaltando que soube da negociação através da matéria publicada anteontem pela Folha. ‘‘A Copel trouxe grandes contribuições no processo de consolidação de empresa como sociedade anônima. O novo sócio também terá novidades importantes a acrescentar à operadora’’.
A gestão da Sercomtel é centrada num acordo de acionistas, formado pelo município e Copel, sustentado em três pontos básicos: aumento da produtividade, da qualidade e rentabilidade da empresa; melhoria da eficiência e atualização técnica, buscando a plena satisfação da clientela; e a compatibilização da estratégia da empresa com as diretrizes da União no setor de telecomunicações. ‘‘Este acordo é que estabelece as regras de convivência entre os sócios, independente de quem seja o controlador’’, completou Pavan.

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