Até o início da noite de ontem, a Sercomtel não havia recebido nenhum comunicado oficial da Anatel sobre o não cumprimento das metas. Segundo o vice-presidente da empresa, Paulo Cezar da Silva Machado, das 33 metas traçadas, a empresa não conseguiu cumprir cinco. A primeira foi o prazo de até cinco dias úteis para responder 100% das correspondências de clientes. A Sercomtel, segundo Machado, responde 94,8% das correspondências controladas.
O segundo item não cumprido pela operadora londrinense foi chegar a 4 reclamações de erro em cada mil contas emitidas. ‘‘Em junho, alcançamos 4,78 reclamações. Esse número já foi muito pior (9),’’ comenta Machado.
Outra meta não cumprida, mas que a operadora chegou bem perto foi com relação ao índice de chamadas locais completadas no período noturno, que deve ser de 60%. O número da Sercomtel está em 59,04%. Machado informa que existem alguns problemas que dificultam alcançar o objetivo. Como exemplo, cita campanhas de rádios com entrega de prêmios, que atende o telefone apenas uma vez.
A Sercomtel também está com problemas para atingir o índice de 60% de chamadas nacionais completadas, exigidas pela Anatel. Neste item, a operadora está longe da meta: seus números são de 53,89%. ‘‘Muitas vezes nós dependemos da operadora que atende a localidade onde a ligação é terminada para poder completar a ligação’’, observa Machado.
A quinta meta – número de telefones públicos em serviço – deve ser alcançada em agosto. A Sercomtel deveria estar com 1.812 aparelhos em junho, mas só tem 1.704. Segundo Machado, a compra dos aparelhos está em fase de licitação. (Benê Bianchi)

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