Sercomtel lança novos produtos e aguarda plano de reestruturação
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de julho de 2013
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Em meio a problemas financeiros, balanços negativos e a expectativa de divulgação de um plano de reestruturação dos negócios na próxima semana, a Sercomtel anunciou ontem dois novos produtos para atender principalmente o setor empresarial de Londrina. Em comemoração aos seus 45 anos - completados hoje - a empresa de telefonia lançou os serviços de hospedagem de servidores em seu data center, intitulado Colocation, e as bandas ultralargas de 150 e 200 megabits por segundo (Mbps) para clientes pessoa física e empresas. O valor do investimento para a oferta destes dois serviços não foi divulgado, pois, segundo a diretoria, "os números são sigilosos e estão dentro da previsão orçamentária da Sercomtel".
O Colocation vai abrigar servidores e outros equipamentos de redes e dados de clientes corporativos no data center da operadora. O data center é um ambiente projetado para reunir num só local servidores e componentes de informática, como sistemas de armazenamento de dados e ativos de redes. A Sercomtel já possui um cliente piloto utilizando o serviço e prospecta novas corporações. "É um produto que atende a necessidade do mercado, principalmente no segmento corporativo, onde a Sercomtel oferece a esses clientes a possibilidade de hospedar seus equipamentos num ambiente seguro, climatizado e com energia ininterrupta", explicou o diretor de marketing e serviços da companhia, Agnaldo César Aversani.
Os outros produtos são as banda largas de 150 e 200 Mbps via fibra ótica. Os valores para a utilização da internet de maior velocidade é de R$ 499,90 ou R$ 539,90, dependendo do plano escolhido pelo cliente. O preço da instalação do serviço é de R$ 150. De acordo com Aversani, além de Londrina, apenas a cidade do Rio de Janeiro oferece este tipo de produto. Desde 2011, a empresa londrinense já ofertava a velocidade de 100 Mbps, além das tecnologias de 30 Mb, 60 Mb. "Muitas empresas de TI têm interesse neste tipo de produto, que suporta aplicações, serviços diversificados de vídeo, multimídia, 'on demand' e jogos on-line. Como a capilaridade da fibra ótica da Sercomtel tem aumentado em Londrina, hoje somos capazes de atender qualquer situação", explica ele.
Questionado sobre como fazer estes produtos novos chegarem ao cliente final - já que a Sercomtel está sem contrato com uma agência de publicidade o diretor de marketing disse que como se trata de um produto segmentado, principalmente no mercado empresarial, a equipe de vendas da companhia já possui clientes na carteira e relacionamentos para atingir tal público. "Tanto é que temos clientes que já estão utilizando o serviço", complementou.
Durante a apresentação, o diretor de marketing preferiu não elencar o número de clientes que a Sercomtel deve captar nos próximos meses, "mas que espera uma migração de consumidores de uma velocidade inferior para a banda ultralarga e também para o Colocation, com uma expectativa de crescimento de 10% a 15% na base de clientes".
Ainda não está confirmado, mas na próxima semana o presidente da Sercomtel, Christian Schneider (que ontem não participou da apresentação devido a problemas pessoais), junto com o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, devem apresentar um plano de reestruturação dos negócios da empresa, que tratará inclusive da situação das coligadas, que não foram vendidas em leilão porque não houve propostas.
Em atuação desde 1968, quando iniciou com 7.280 linhas telefônicas, a Sercomtel abrange atualmente 62 cidades do Paraná, sendo que em 13 delas, na região 43, são atendidas com investimentos próprios. As outras 49 cidades são em parceria com a Copel.


