A Sercomtel derrubou os preços do telefone celular para uma clientela específica, formada basicamente por médicos plantonistas e profissionais de serviços noturnos, como os disk-entregas. Não se trata de promoção, afirma o diretor de Marketing e Serviços da empresa, Walter Campanelli.
‘‘É um plano alternativo de adesão para atender a um grande público que precisa de incentivo no uso do aparelho fora dos horários de pico, em períodos de baixo tráfego telefônico’’, explica o diretor. Em outras palavras, é uma forma ‘‘simpática’’ de explorar melhor a infra-estrutura da empresa que hoje é utilizada por cerca de 24 mil usuários.
Para aderir ao novo serviço, chamado Reducel, o londrinense paga R$ 80,00 parcelados em até duas vezes, assinatura básica de R$ 16,50 e comunicação local de R$ 0,16 por minuto. São preços bem mais baixos que os praticados hoje na telefonia celular convencional: R$ 270 a habilitação, R$ 35,94 a assinatura básica e R$ 0,37 o minuto falado.
O horário contratado é de segunda a sexta das 20 às 8 horas; das 12 horas de sábado às 8 horas de segunda; e da zero hora às 24 horas nos feriados. Em outros horários, o usuário vai pagar mais pelo minuto falado (R$ 0,74). E a taxa única por ligação recebida é R$ 0,76.
Campanelli diz que com a autorização, dada ontem pelo Ministério das Comunicações, a Sercomtel está habilitada a operar este serviço que só é fornecido no País pela Telesp (São Paulo), Telemig (Minas Gerais), CRT (Rio Grande do Sul) e CTBC (Uberlândia).

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