Criado há 30 anos e recentemente privatizado, o Serviço de Comunicações Telefônicas de Londrina (Sercomtel S/A) habilita para funcionamento mensalmente em média 800 novos telefones, entre fixos e celulares. Atualmente estão em operação na Cidade cerca de 117 mil terminais fixos e perto de 28 mil telefones celulares.
O diretor de Marketing e Serviços da Sercomtel, Walter Campanelli Junior, garante que não existe em Londrina, a exemplo do que ocorre em grande parte do Brasil, uma demanda reprimida por falta equipamentos e infra-estrutura das empresas operadoras da telefonia. ‘‘Temos condições de atender todas as solicitações rapidamente. Um telefone celular está sendo habilitado em menos de 24 horas, e temos capacidade instalada para atender pelo menos mais dez mil interessados neste serviço’’, afirma.
Em maio, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) adquiriu 45% do capital social - ações com direito a voto - da Sercomtel, numa operação que custou em torno de R$ 186 milhões. Os representantes da Copel, cujo acionista majoritário é o Estado do Paraná, já tomaram posse e trabalham na vice-presidência e na diretoria de Negócios da Sercomtel S/A.
A tarifa para a habilitação de um telefone fixo em Londrina é de R$ 82,18; e a do telefone celular, que pode ser feita em sete lojas de empresas privadas, é gratuita. A assinatura mensal básica do fixo custa R$ 13,00; enquanto que a do celular é de R$ 37,00. A média de telefones em funcionamento na Cidade é de 32 por 100 habitantes, quando o objetivo fixado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser alcançado no País no final de 1999 é de 25 aparelhos por grupo de 100 pessoas.
O presidente da Sercomtel S/A, Rubens Pavan, está hoje no Rio de Janeiro, onde acompanha o processo de privatização do Sistema Telebrás. ‘‘Hoje é um dia muito importante para a história do nosso setor. Apesar de ainda haver dúvidas e controvérsias sobre a privatização, é fundamental que ela ocorra em definitivo da melhor maneira possível’’, comenta Walter Campanelli Junior. ‘‘É certo que muita coisa vai mudar, muitos reajustes serão feitos em nosso setor de operação com o fim do monopólio da Embratel e da Telebrás. Mas isto só será definido nos próximos meses, e as perspectivas são boas’’, avalia o diretor da Sercomtel. Ele adianta ainda que, em agosto, será assinado um contrato entre a Sercomtel e a empresa Erickson para a compra de 29 mil novos aparelhos, que serão utilizados na expansão da rede de telefonia fixa de Londrina nos próximos anos.Arquivo FolhaCampanelli, da Sercomtel: ‘‘Temos condições de atender a todas solicitações rapidamente’’Osmani Costa

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