Sercomtel e PDI foram destaques
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Bete Fagundes 
A Sercomtel Telecomunicações S/A e o Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina (PDI) foram as grandes estrelas do café da manhã que o município ofereceu aos embaixadores e diplomatas, representantes de 18 países. Para uma platéia atenta, o presidente Rubens Pavan disse que só no ano passado a receita operacional bruta da Sercomtel cresceu 73%. A oferta (de telefone) é tão abundante que cinco mil usuários de São Paulo e do Rio vêm buscar aqui o celular.
Londrina criou e desenvolveu o seu próprio serviço, relatou o presidente, informando que hoje a empresa abastece o mercado com telefonia fixa, móvel celular, comunicação de dados, Internet e outros serviços. Temos 35,32 terminais para cada grupo de 100 habitantes. A oferta é três vezes maior que a média nacional e o dobro do que oferece Brasília, afirmou Pavan.
O presidente também não deixou de destacar que a operadora de Londrina foi a primeira do País a implantar o celular digital, no ano passado. O que coloca o município em condição de igualdade com países do Primeiro Mundo. Ele citou França e Inglaterra, entre outros.
Pavan ainda falou do projeto do Teleporto, que, implantado, permitirá à população o acesso a serviços de transmissão de voz, dados e imagens via satélite, Internet de alta velocidade, videoconferência - este último, já disponível. Vai ser o primeiro teleporto do País, observou. E a empresa vai continuar investindo pesado em telecomunicações.
A Sercomtel foi apresentada como um diferencial. O PDI também. O vice-prefeito Alex Canziani contou que a autora do Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina (Andersen Consulting) passou um ano na cidade, levantando dados. Depois estudou 26 segmentos do mercado, analisando o índice de atratividade de cada um e a oferta urbana. Os especialistas acabaram descobrindo, então, os setores mais atraentes: farmacoquímico, eletroeletrônico, alimentos, têxtil e autopeças.
Canziani, presidente da Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina), enumerou em seguida as melhorias que devem ser feitas na oferta urbana para atrair investimentos: ampliação do aeroporto - segundo ele, já existe um convênio com a Infraero até mesmo para trazer linhas internacionais no prazo de dois anos; Contorno Norte - ligando o Paraná a São Paulo e Mato Grosso do Sul, passando por Londrina; e Poliduto - projetado para acompanhar o traçado do Contorno Norte e trazer derivados de petróleo à cidade.
Outras obras citadas por ele: Cidade Industrial - são mais de 400 alqueires que serão ofertados em sistema de condomínio; Porto Seco - para fazer despachos aduaneiros na cidade; Centro Regional de Negócios - utilizando as estruturas do antigo IBC (Instituto Brasileiro do Café); e Proem - o novo ensino pós-médio, projeto do Estado para reforçar a qualificação profissional.
O vice-prefeito Alex Canziani também destacou que, para atrair, Londrina oferece incentivos fiscais como qualquer outro município. A política vai da isenção de taxas e impostos à doação de áreas industriais já com toda infra-estrutura.
Canziani ainda mostrou em audiovisual as características geopolíticas do município (2.258 indústrias e 10.880 estabelecimentos comerciais, por exemplo), os números da educação, da saúde, do esporte. Falou das comunicações, de cultura e lazer, da supra-estrutura de Londrina (água, esgoto, energia elétrica). Os maiores centros de ensino e pesquisa, como Embrapa e Iapar, também foram apresentados à comitiva.


