Cláudia Lopes
De Londrina
O Teleporto de Londrina deve entrar em operação nos próximos 90 dias. O acordo operacional entre a Sercomtel e o grupo argentino Impsat para a construção do empreendimento foi assinado ontem no centro de treinamento da operadora, na zona leste. ‘‘Mas os serviços estarão disponíveis a partir de agora, usando as redes da Sercomtel e as estruturas da Impsat montadas nos Teleportos de Curitiba e São Paulo’’, afirmou o diretor presidente da Impsat, Daniel Hourquescos. O grupo é um dos maiores provedores de serviços de telecomunicações corporativas da América Latina.
Em Londrina existem cerca de 250 potenciais clientes do Teleporto, na opinião do presidente da Sercomtel, Rubens Pavan. O Teleporto é um centro de excelência em telecomunicações que transmite dados, voz e imagem por satélites e fibras óticas.
Pelo acordo assinado ontem, as duas empresas complementarão suas infra-estruturas locais, regionais e de larga distância para viabilizar o fornecimento de serviços corporativos de telecomunicações. A Sercomtel entrará com estrutura, local e clientela e, a Impsat, com a parte técnica do projeto. O investimento, bancado pelo grupo argentino, será feito aos poucos, dependendo da necessidade dos clientes, segundo Hourquescos. Inicialmente, a Impsat deve investir mais de R$ 5 milhões no negócio.
Os técnicos da Impsat estão escolhendo o local para instalação do Teleporto no município. A definição acontece na próxima semana. Os engenheiros levam em consideração as interferências de torres e antenas nas áreas analisadas. Por enquanto, o Teleporto será instalado num local pequeno, pode ser na própria sede da Sercomtel na rua professor João Cândido, no centro de treinamento da operadora ou numa subestação na zona norte. ‘‘Futuramente, o empreendimento deve ocupar um terreno na avenida Higienópolis ou uma área na Cidade Industrial’’, conta Pavan.
Segundo ele, sem a união com a Impsat a Sercomtel não poderia ampliar seus serviços para grandes corporações por contar apenas com autorização da Anatel para atuar no município. ‘‘O grupo argentino tem autorização para prestar serviços no Brasil e internacionalmente’’. A parceria vinha sendo estudada há 1,5 ano. Para o prefeito Antonio Belinati, o Teleporto vai colocar Londrina numa posição de dianteira em telecomunicações.
O trabalho da Impsat está focado na transmissão de voz, dados e imagem, videoconferência, Internet e serviços para área médica. Atuando no Teleporto de Curitiba desde novembro do ano passado, a Impsat tem cerca de 30 clientes na RMC.
No Brasil, são 60 clientes ativos e outros 30 com contratos firmados. ‘‘Em Curitiba, prevíamos contratos de R$ 10 milhões em doze meses. Hoje, já alcançamos R$ 30 milhões’’, disse Marcos Malfatti, responsável pela Impsat no Sul do Brasil. Ele não quis revelar a previsão do montante de negócios no Teleporto de Londrina. Com operações em sete países, a Impsat tem mais de 1,5 mil clientes em todo o mundo. ‘‘Nos últimos dez anos, investimos cerca de US$ 500 milhões’’, afirmou Malfatti.

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