Usuários da internet Sercomtel receberam, nesta semana, um comunicado sobre a transferência de operações dos serviços de banda larga para a Ligga Telecom. A mudança foi gradual e vinha sendo divulgada nos últimos meses aos clientes. Para quem utiliza o serviço, a informação é de que nada muda no contrato, nos valores cobrados e na conexão, que passa a ser fornecida pela Ligga Fibra. A Sercomtel mantém a carteira de clientes de telefonia.

A migração dos contratos da Sercomtel para a Ligga Telecom foi um processo iniciado em 2024 e a alteração na estrutura operacional vinha sendo informada aos consumidores nos últimos meses. No ano passado, a Ligga adquiriu a base de clientes de banda larga da Sercomtel e tornou-se responsável por esses serviços, enquanto a ex-estatal ficou com as operações de telefonia fixa e móvel. A transição das operações foi uma estratégia de fortalecimento da presença da Ligga no mercado.

O grupo Ligga Telecom é constituído pela Sercomtel, Ligga e Ligga Serviços e abrange os serviços de telefonia fixa, celular e banda larga. Embora pertençam ao mesmo grupo, a Ligga e a Sercomtel são empresas distintas com estruturas societárias independentes.

“As atividades que, até então, eram conduzidas de forma sinérgica entre as duas empresas também passaram por um processo de segregação operacional, o que motiva os comunicados que os clientes vêm recebendo”, explicou a Ligga Telecom, por meio de sua assessoria de imprensa. “A alteração percebida agora pelos clientes refere-se à identidade visual da fatura, que antes trazia ambas as marcas e passa a apresentar somente a Ligga, sem qualquer mudança nos serviços contratados.”

No último mês de julho, a Sercomtel deixou o regime de concessão e passou para o regime de autorização (STFC), conforme acordo firmado com o Tribunal de Contas da União e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A assinatura do Termo Único de Autorização foi a última etapa do processo burocrático para a adaptação da concessão do serviço de telefonia fixa comutada da Sercomtel em Londrina e Tamarana. No acordo, a Sercomtel comprometeu-se a investir R$ 52,7 milhões em cobertura de telefonia móvel 4G e conectividade em escolas já a partir deste ano.

O grupo Ligga, do qual faz parte o empresário Nelson Tanure, que em 2020 arrematou a Copel Telecom, pôs à venda os ativos de telefonia móvel e banda larga. Em abril deste ano, o Conselho Diretor da Anatel aprovou a concessão de anuência prévia para transferência da licença de uso da faixa de 3,5 GHz no Paraná detida pela Ligga à Unifique. E em julho, a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) recomendou a aprovação sem restrições da compra da operação de banda larga da Ligga pela Brasil TecPar. A transação já havia recebido o aval da Anatel em maio.

Com a venda, a base de assinantes da Brasil TecPar deverá aumentar para 1,7 milhão de usuários e a empresa assumirá a quarta colocação no ranking dos maiores grupos de banda larga do país.

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