Concluída a etapa da realização do plebiscito que decidiu por não vender a Sercomtel Celular, a empresa inicia as discussões sobre os rumos a serem tomados a partir de agora. Segundo o presidente da empresa, Francisco Roberto Pereira, a expectativa era que o município tivesse o aval da população para vender a Celular, mas a direção sempre manteve um plano B. ''Tanto é assim, que nossa política sempre foi de aumentar a carteira de clientes. Só neste mês, com a promoção do Dia dos Pais, vendemos três mil novos aparelhos'', informa. A empresa mantém 56 mil clientes em Londrina e Tamarana.
Sem informar a meta da empresa para este e o próximo ano informação considerada estratégica pelo presidente Pereira classifica a política de mercado da Sercomtel Celular como agressiva. ''E vamos acirrar mais essa agressividade para enfrentar a concorrência que vem por aí'', diz.
Pereira prefere não dar detalhes dos planos a serem adotados pela empresa. Ele cita apenas que pretende ampliar os postos de venda de celulares; aumentar a sinergia entre a Sercomtel fixa e celular, com lojas da primeira vendendo serviços da segunda e, assim, reduzir custos.
Com relação à concorrência, um dos aspectos mais preocupantes para a Sercomtel, segundo Pereira, é o subsídio de aparelhos. ''Nós também temos subsidiado, mas não temos grandes possibilidades'', cita. O futuro da Copel, que estava sendo decidido ontem (ver matéria no primeiro caderno), também traz expectativas para a empresa. ''Se a empresa for vendida, o novo dono levará 45% das ações da Celular. Resta-nos saber se ele terá interesse em telefonia ou se irá se desfazer dessas ações'', comenta.
Sinttel O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Sinttel) realiza, a partir de hoje, uma série de reuniões com os trabalhadores para avaliar e discutir o futuro da Sercomtel. Hoje e amanhã, haverá reuniões na entrada do expediente.

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