O prefeito de Londrina Nedson Micheleti sugeriu na semana passada que a Câmara Municipal revogue uma votação popular realizada em 2001 que impede a venda da Sercomtel Celular. Os argumentos do prefeito para pedir a revogação do plesbiscito é que está cada dia mais difícil manter a empresa de telefonia por causa da concorrência com as multinacionais do setor.
O balanço financeiro deste ano mostra que o grupo Sercomtel teve lucro de R$ 600 mil. Enquanto a telefonia fixa fechou o ano com lucro de R$ 5 milhões, a móvel teve um lucro de R$ 2 milhões mas consumiu R$ 6,5 milhões em subsídios, apresentando um prejuízo de R$ 4,5 milhões. A telefonia fixa tem 95% do mercado e a móvel responde por uma fatia de 43%. O controle da Sercomtel é dividido entre a Prefeitura de Londrina (55%) e a Copel, que detém 45% das ações.
O presidente da Câmara, Orlando Soares Bonilha (PL), admitiu colocar o assunto em discussão. Os vereadores retornaram do recesso na semana passada. Para Bonilha, a Casa tem responsabilidade no processo.

É uma forma de consulta popular utilizada pelo governo para que a população decida a respeito de determinado tema, através de votação. Em Londrina, a população votou contra a venda da Sercomtel Celular em 2001, o que impediu a prefeitura de vendê-la.

O mercado desse tipo de telefonia no Brasil é dividido entre as operadoras Brasil Telecom, TIM, Vivo, Claro, Oi, CTBC, Telemig Celular, Sercomtel Celular e Amazônia Celular

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