A Sercomtel, empresa de telecomunicações com sede em Londrina, quer expandir suas atividades nas áreas de telefonia fixa e internet para todo Estado do Paraná. O pedido foi encaminhado recentemente à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Agora, a Sercomtel está na expectativa de uma resposta, o que pode acontecer ainda este ano. Atualmente, a empresa já tem permissão para atuar em todos os 97 municípios do Norte do Paraná que compreendem a área de DDD 43. Se for autorizada pela Anatel, a permissão poderá ser estendida para as outras áreas de DDD do Estado.
Mesmo que seja autorizada, a Sercomtel não pretende marcar presença em todos os municípios do Paraná, escolhendo somente aqueles com perspectivas de maior rentabilidade. Hoje, por exemplo, mesmo com autorização para chegar aos 97 municípios da região, a Sercomtel escolheu apenas cinco nesta primeira etapa: Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas e Apucarana.
A empresa será criteriosa também na seleção de clientes. Não existe a pretensão de atender ao pequeno usuário, seja residencial ou comercial, já atendido pela Brasil Telecom, que tem a concessão para quase todo o Paraná, exceto Londrina e Tamarana. A Sercomtel vai oferecer seus serviços apenas ao grande consumidor. E o raciocínio é simples: o custo operacional de uma linha é exatamente o mesmo, independente do tamanho da conta do consumidor.
Ao adotar esta estratégia, a Sercomtel está usando o mesmo princípio das outras operadoras de telefonia fixa que foram autorizadas a atuar em Londrina há quase oito anos. Atualmente a cidade tem outras cinco operadoras de telefones fixos e todas atuam apenas em algumas regiões da cidade ou com alguns segmentos de clientes. As outras operadoras são a Brasil Telecom, a GVT, a Embratel, a Net e a TIM, que tem autorização para explorar a telefonia fixa com a mesma estrutura celular.
Com a entrada das demais operadoras em Londrina a Sercomtel passou a enfrentar uma nova realidade: a concorrência. Mesmo assim, hoje é responsável por cerca de 88% a 90% do volume de acessos à telefonia fixa na cidade. Os outros 10% ou 12% são divididos entre as outras empresas.
O presidente da Sercomtel, Gabriel Ribeiro de Campos diz que a empresa espera recuperar, com a atuação em outras cidades, parte do que perdeu com a entrada das concorrentes em Londrina.
Campos disse ainda que a Sercomtel não tem a pretensão de ser uma grande empresa de telefonia no Paraná e que vai realizar o plano de expansão para outras cidades com muito critério. ''Temos que fazer isto com os pés no chão, com muita segurança. Não adianta a ilusão de chegar aos 399 municípios do Paraná, até porque isto não compensa. O que queremos é atuar em nichos específicos e de alta rentabilidade para compensar as empresas que perdemos em Londrina.''

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