Sercomtel assume controle acionário da Ask!
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Redação FolhaWeb com N.com 
A Sercomtel anunciou na tarde de hoje (17) que está assumindo o controle acionário da Ask! Companhia Nacional de Call Center. A decisão foi aprovada nesta manhã, durante uma assembleia de acionistas realizada na sede da empresa de call center.
Essa medida faz parte do plano de reestruturação da Sercomtel, em vigor desde o ano passado, e regulariza uma situação, uma vez que a empresa já obtinha a maioria das ações integralizadas da Ask!, mas não obtinha a maioria das ações subscritas.
No passado a empresa Atende Bem detinha 51% das ações subscritas e apenas 4% das ações integralizadas, enquanto a Sercomtel detinha 49% das ações subscritas e integralizadas. Agora, a Sercomtel terá 6% das ações subscritas e integralizadas, enquanto a Atende bem terá 34% das ações subscritas e 1% das ações integralizadas.
O presidente da Sercomtel, Fernando Kireeff, lembrou que a Sercomtel já vinha tomando medidas em relação à Ask! e que esse trabalho é realizado em duas fases. "A primeira fase foi emergencial de curto prazo. Foi basicamente redução de despesa, concentração de operação em Londrina, reestruturação e um estudo de viabilidade de longo prazo. Nós conseguimos a estabilização da operação, mas nós não tínhamos, com essa primeira fase, uma viabilidade de longo prazo garantida", disse.
Fernando Kireeff afirmou que foi encomendado a um grupo multidisciplinar dentro da empresa um estudo aprofundado da Ask!, "que nos mostrasse todos os desafios que ela apresentava de forma que nós pudéssemos ter uma dimensão de longo prazo". De acordo com o presidente da Sercomtel esse estudo mostrou duas situações. "Primeiro identificou que a Sercomtel é a controladora de fato da Ask!. Nós na Ask! sempre tivemos minoria na participação, porém, se fomos ver o capital que foi aportado lá até hoje, nós aportamos mais capital do que os outros sócios, especialmente a Atende Bem, que é nossa sócia até então majoritária. Ela tinha subscrito o capital, mas não tinha feito o aporte do capital, ou seja, ela dizia que tinha mais de 50%, mas ela não tinha efetivamente posto esse capital na companhia" explicou o presidente.
O outro dado mostrado pelo estudo é o de que a Sercomtel é a maior credora da Ask!. "Essa empresa é uma empresa bastante endividada, só que o maior credor dela é a Sercomtel. Então, se a gente imaginasse uma situação limite de fechamento dessa empresa, a Sercomtel sairia prejudicada", mencionou Kireeff. Desde a sua criação, em 1999, a Ask! Acumulou prejuízos da rodem de R$ 23 milhões e a Sercomtel, sua maior credora, já aportou R$ 11,7 milhões em empréstimos para a companhia. A ideia, segundo Fernando Kireeff, é converter essa dívida em capital. O presidente da Sercomtel ainda destacou que apesar dos endividamentos a Ask! proporciona os melhores serviços de atendimento do mercado. "Se você for na Anatel e verificar os nossos índices de atendimento verá que temos os melhores índices do mercado. Nós temos conseguido, ao longo dos anos, manter esses índices."
Fernando Kireeff também explicou as mudanças pelas quais a empresa de Call Center irá passar agora que assumida pela Sercomtel. "Apesar dela continuar sendo uma empresa privada, nós vamos administrar por cautela, como uma empresa sobre regime público. Ou seja, as nossas compras vão ser feitas por licitação e a contração de pessoal será realizada através de concurso. Isso não muda nada em termos de gestão de recurso humano, todos os empregados da Ask! poderão ser demitidos, pois esse concurso não irá gerar qualquer tipo de estabilidade. A Ask! continua sendo uma empresa a ser gerida dentro dos moldes competitivos, mas com essas duas diferenciações", explicou.
Segundo o presidente da Sercomtel, a expectativa é de que o ano de 2011 já seja rentável. "Esperamos longevidade na vida da empresa, estabilidade econômica financeira e crescimento. Já no primeiro ano esperamos resultados positivos". De acordo com Fernando Kireff para a Sercomtel é muito vantajoso que a Ask! continue à funcionar. "A empresa apresentou prejuízos, mas se nós olharmos as condições futuras do negócio eles são atrativos estrategicamente, economicamente. Vantagens estratégicas pelo nível de qualidade do atendimento e é importante que nós tenhamos o banco de dados da empresa sobre o nosso controle e, com o controle que estamos assumindo agora, nós estamos garantindo isso e obviamente o potencial de rentabilização que a empresa apresenta a partir do momento que nós tiramos o estrangulamento financeiro que a empresa vinha sofrendo até então", finalizou o presidente.


