A autorização para oferecer telefonia fixa a todo o Paraná e a possível restauração da parceria da Sercomtel com a Copel, que detém 45% das ações da companhia, são as principais conquistas obtidas durante a gestão do atual presidente da empresa de telefonia, Mário Jorge Tavares.
Ele apresentou ontem, em entrevista coletiva, um balanço sobre os 105 dias de gestão. Os resultados foram divulgados poucos dias antes da posse do prefeito eleito Barbosa Neto, que anunciou ontem a tarde o nome do empresário Fernando Lopes Kireeff para ocupar a presidência da Sercomtel.
Desde janeiro, a empresa pode oferecer telefonia fixa nas áreas 41 (Curitiba), 42 (Ponta Grossa), 44 (Maringá), 45 (Cascavel) e 46 (Pato Branco), além dos 97 municípios da área 43. Um projeto piloto foi colocado em prática em Santo Antônio da Platina. A expansão, na opinião de Tavares, demandaria a estrutura de fibra ótica da Copel e os equipamentos e serviços da Sercomtel.
Os dois acionistas fizeram estudos em parceria que resultaram na proposta de um acordo de entendimentos, ainda em análise, sobre a expansão para todo o Estado. Ele negou, entretanto, os rumores sobre a transferência da administração da operadora para a Copel.
Durante os primeiros meses do ano, foram investidos R$ 7,5 milhões na operadora, que tem R$ 24,5 milhões em caixa. A unificação da Sercomtel Fixa e Celular e das diretorias de Engenharia de Marketing - por iniciativa de Tavares - devem resultar em economia de R$ 1 milhão anuais.
Com vasta experiência na área de telefonia, ele opinou sobre a possibilidade de venda da Sercomtel Celular. ''O momento já passou. Hoje em dia os clientes querem serviços agregados'', considerou. Ele também analisou que algumas ações políticas do passado trouxeram consequências negativas para a empresa. ''A própria venda dos 45% das ações para a Copel é um exemplo. Se o dinheiro tivesse sido aplicado na própria Sercomtel, a empresa poderia estar no Paraná inteiro'', afirmou.

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