Sercomtel aposenta moeda nos orelhões em Londrina
Cláudia Lopes
De Londrina
Uma ligação telefônica do prefeito Antonio Belinati à dona-de-casa Nair Mendes, moradora do Conjunto Semíramis, na zona norte, marcou o fim da era dos orelhões moedeiros em Londrina. O último foi substituído por um aparelho a cartão, durante solenidade realizada ontem de manhã pela Sercomtel. A troca faz parte do projeto de modernização da telefonia local.
Nos últimos três meses, foram trocados cerca de 500 aparelhos a moeda na cidade. Estes telefones serão descartados como sucata, sendo que, algumas unidades vão para o museu da Sercomtel.
O presidente da operadora, Rubens Pavan, disse que nesta semana a empresa instalará outros 12 aparelhos, atingindo a meta da Anatel, que é de 1.674. A agência prevê a colocação de orelhões a cada 800 metros de distância.
Destes 1.674 telefones públicos, 272 completam ligações pelo sistema fale-grátis. Desde que o serviço foi implantado dm Londrina, há dois anos, foram feitas dez milhões de chamadas grátis, segundo Pavan. A Sercomtel também está investindo R$ 45 mil na troca dos aparelhos a cartão antigos por um modelo novo, com cobertura amarela, de visualização mais fácil.
Pavan disse que uma das vantagens do modelo a cartão é a diminuição do vandalismo. Era uma prática comum quebrar os cofres dos aparelhos para a retirada das moedas, disse. Além do prejuízo do roubo de moedas, tínhamos que arcar com o conserto. Em agosto deste ano, 85 aparelhos foram danificados em Londrina, custando R$ 7 mil aos cofres da Sercomtel. Em outubro, os números caíram para 65 aparelhos e R$ 5 mil, respectivamente.
Outra vantagem do cartão é que vai facilitar a distribuição. Com as moedas, o processo era bem mais complicado, disse Pavan. A Sercomtel distribuía 1 milhão de fichas por mês em todos os pontos da cidade.
A empresa também está adaptando 2% de seus aparelhos públicos para portadores de necessidade especiais que se locomovem em cadeiras de rodas. Para os deficientes auditivos, a Sercomtel estuda a criação de uma central de atendimento, que vai intermediar as conversas. Como no município há grande oferta de telefones fixos, alguns orelhões praticamente não são utilizados. Tem aparelho que fatura R$ 7 por mês, revelou o gerente da área de serviços agregados, Francisco Roberto Pereira.





