Sercomtel amplia fronteiras no Paraná
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de agosto de 2002
Carina Paccola 
A Sercomtel vai deixar de ser uma empresa de atuação apenas municipal e irá expandir o serviço de telefonia fixa na região. Em 30 dias, a empresa deverá anunciar em quais municípios fará investimentos para ampliar sua base de operação, dentre as 97 localidades que fazem parte da área de numeração 43.
Em entrevista coletiva ontem de manhã, o presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, explicou que a expansão tornou-se possível porque a operadora obteve autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa, agora, tem 12 meses para atuar fora de Londrina na telefonia fixa, mas a expectativa é que isso ocorra em seis meses. A operadora tem o prazo legal de 60 dias antes da entrada em operação para informar à Anatel em quais cidades pretende operar.
Segundo Francisco Roberto, a empresa está, desde o ano passado, fazendo estudos das localidades e dos custos. Só em equipamentos de comutação, a Sercomtel deverá investir US$ 10 milhões, sem calcular os custos de rede.
Francisco Roberto acredita que a ''tradição da Sercomtel em oferecer serviços de qualidade e com preços competitivos'' irá contribuir para a conquista do mercado da telefonia fixa na região.
Serviços - Dentro de 20 dias, os usuários de telefonia de Londrina e Tamarana também poderão utilizar o código da Sercomtel, o 43, para fazer ligações para qualquer lugar do País (DDD) e ligações internacionais (DDI). A empresa obteve autorização da Anatel por ter cumprido as metas de serviço estipuladas pela Agência.
O prefeito Nedson Micheleti, que também estava na coletiva, disse que essas mudanças estão traçando o futuro da empresa e definindo o papel da Sercomtel no setor de telecomunicações. O prefeito não quis comentar se essa expansão não contradiz a idéia de que a empresa não teria condições de competitividade, usada como argumento para a venda da empresa de telefonia celular, em 2001. ''As pessoas ainda confundem os assuntos'', disse. Em entrevista à Folha de Londrina, em julho de 2001, o prefeito havia deixado claro que a não venda da Sercomtel Celular traria riscos à empresa de telefonia celular e à fixa.


