Londrina - O Sindicato dos Lotéricos do Paraná entregou ontem ao prefeito Nedson Micheleti um documento com 12 mil assinaturas pedindo o retorno do pagamento das contas telefônicas da Sercomtel nas lotéricas. A principal justificativa é a facilidade para o consumidor, que passaria a ter mais 26 pontos de pagamento das faturas, evitando as filas da rede bancária. Atualmente 71 estabelecimentos (farmácias, correios e outras atividades) conveniados com a Sercomtel recebem as contas de telefone.
O impasse para as lotéricas voltarem a receber as contas está no valor cobrado pela prestação do serviço. A Caixa Econômica Federal (CEF), gestora das atividades das lotéricas, exige R$ 0,80 por fatura, valor considerado alto pela Sercomtel. Segundo o diretor administrativo financeiro da empresa, Walter Ikeda, se esse taxa fosse aceita as despesas aumentariam cerca de R$ 500 mil por ano.
Nos estabelecimentos conveniados, a Sercomtel tem um custo bruto de R$ 0,40 por fatura. Descontando o CPMF, bancada pela companhia, e 5% de Imposto Sobre Serviço (ISS), a tercerizada recebe o valor líquido de R$ 0,28. Como os estabelecimentos utilizam sistema de tramsmissão de dados da Copel, mais R$ 0,03 por fatura também são descontados, o que resulta no valor final de R$ 0,25/fatura.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos, Jefferson Proença Testa, disse que o valor pago pela Sercomtel às 28 farmácias conveniadas ‘‘é uma esmola, e não cobra o custo de risco dos estabelecimentos’’. Ele também acrescentou que o ideal seria em torno de R$ 0,70 e considerou justo que as lotéricas recebam R$ 0,80.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, há interesse do município em ampliar a rede arrecadadora, ‘‘mas é necessário haver um consenso entre a Sercomtel e a Caixa quanto ao valor da remuneração’’. O presidente do Sindicato dos Lotéricos, Aldemar Mascarenhas, informou que na segunda-feira deverá participar de uma reunião com representantes da Caixa para avaliar a negociação com a Sercomtel.

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