Serasa mostra aumento na inadimplência de empresas
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Folhapress 
São Paulo - A inadimplência das empresas cresceu 6,5% no acumulado de janeiro a novembro deste ano, em relação aos onze meses do ano passado, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.
Em novembro de 2006, a alta na inadimplência das pessoas jurídicas foi de 3,6% na comparação com outubro deste ano. Quando comparada a novembro de 2005, no entanto, a inadimplência das empresas recuou 7,4%.
Entre os motivos para a alta no ano, segundo os técnicos da Serasa, a permanência da taxa de juros real em um patamar elevado, a menor rentabilidade das empresas exportadoras - devido à valorização cambial e a concorrência com os importados- e a elevação da inadimplência dos consumidores.
De acordo com o indicador, em novembro de 2006, os cheques sem fundos ultrapassaram os títulos protestados na representatividade da inadimplência das empresas, com um peso de 39,5%. Em novembro do ano passado, o peso dos cheques sem fundos na inadimplência das pessoas jurídicas foi de 39,1%.
O segundo índice na representatividade do indicador foi o de títulos protestados, que em novembro deste ano teve um peso de 39,2% na inadimplência das empresas. Em novembro de 2005, a participação dos protestos havia sido de 40,7%.
As dívidas com os bancos registraram o menor peso na inadimplência das pessoas jurídicas, 21,3% em novembro de 2006, superior à participação de novembro de 2005, que foi de 20,2%.
De janeiro a novembro de 2006, o valor médio das anotações de títulos protestados das pessoas jurídicas atingiu R$ 1.395,47. Já o de cheques sem fundos, R$ 1.225,74 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi de R$ 3.697,24.
O valor médio das dívidas com cheques sem fundos nos primeiros onze meses de 2006 permaneceu praticamente estável com relação ao mesmo período do ano passado. Já o valor das dívidas com os bancos aumentou 16,3%. O valor médio dos títulos protestados também registrou estabilidade no período. A queda ficou em 0,4%.


