São Paulo Não há nada mais constrangedor do que perder o crédito. Além do constrangimento, ser incluído nas estatísticas de inadimplência, que vem crescendo nos últimos dois anos, pode ser o começo de uma derrocada ainda maior. A pressa em ''sair do buraco'', principalmente para aqueles com pouca experiência em situações do tipo, pode gerar um rombo no orçamento e a perda completa de confiança dos credores.
O Serasa, empresa de informações econômicas e financeiras para apoio ao crédito, criou um manual chamado ''Guia dos Endividados'', com dicas e orientações de consultores econômicos, muito útil para quem ainda não entrou para a lista de devedores e com dicas para quem já está inadimplente. Técnicos do Procon também podem funcionar como mediadores nos processos de renegociação, além de ajudarem a defender seu bolso, evitando pagamentos excessivos e orientando sobre os direitos os inadimplentes também têm direitos e deveres dos devedores.
O primeiro passo, segundo os técnicos, é fugir da tentação de se esconder. Os índices de inadimplência podem ajudar a derrubar a vergonha de estar devendo. Segundo a Serasa, nos primeiros três meses deste ano o número de títulos protestados em cartório de pessoas físicas apresentou um aumento de 37,2% em comparação com os primeiros três meses de 2001. E o de cheques sem fundos aumentou 22% no mês de março, de acordo com um levantamento sobre inadimplência realizado pela SCI/Equifax. Isto significa que os comerciantes e credores estão abertos à renegociação.
A renegociação é apontada por especialistas como uma tendência de mercado. Muitas instituições fazem campanhas de renegociação e chegam mesmo a oferecer descontos.
Os consultores da Serasa, no entanto, alertam o consumidor a analisar detalhadamente propostas de renegociação, para se certificar de que não está trocando uma dívida por outra simplesmente. É aconselhável também procurar especialistas ou o Procon para conferir os termos da renegociação.

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