São Paulo- A inadimplência dos consumidores cresceu 10,3% no Brasil durante todo do ano de 2006, segundo índice divulgado ontem pela Serasa, empresa de informações, pesquisas e análises econômico-financeiras.
Esse aumento, entretanto, é inferior ao verificado em 2005, quando a inadimplência aumentou 13,5% sobre 2004.
A melhora no balanço de inadimplência do consumidor em 2006, na avaliação da Serasa, é resultado do aumento do emprego formal, da massa salarial, da renda e da correção real do salário mínimo, além da queda dos juros e da redução da inflação.
''De qualquer forma, a inadimplência deve ser monitorada em 2007, e é fundamental que se empreendam esforços para sua redução, que é determinante para a queda mais acelerada das taxas de juros do mercado e para o crescimento consistente e seguro do crédito'', alertam os técnicos da Serasa.
Considerando apenas dezembro, houve queda de 3,6% na inadimplência na comparação com novembro. Em relação ao último mês de 2005, o recuo foi menor, de 0,5%.
Segundo a Serasa, as dívidas com bancos continuam liderando a representatividade no índice de inadimplência de pessoas físicas, com participação de 35,3% em dezembro, um pouco acima do registrado em novembro, quando também ficou em primeiro lugar (34,6%).
Em seguida aparecem as dívidas com cartões e financeiras, cuja participação chega a 32,2%. Os cheques sem fundos estão em terceiro lugar, com 29,7%. Os protestos têm o menor peso na inadimplência dos consumidores, com 2,8% de participação em dezembro.

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