Sepetiba receberá R$ 150 milhões
Tasso Marcelo/AEParcela liberadaJosé Sagário, prefeito de Itaguaí, Mauro Campos, presidente das Docas, FHC e o governador Marcello Alencar
RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou ontem a primeira parcela, de R$ 10,7 milhões, para ampliação e modernização do Porto de Sepetiba, em Itaguaí (no Grande Rio). O financiamento total é de R$ 150 milhões e vai transformar o Porto no principal centro de transporte de cargas do Mercosul, concentrando toda a carga vinda da Europa, Estados Unidos e Japão, para depois redistribuí-la com a ajuda de navios menores para os demais portos.
A importância dessas obras para o fluxo comercial do País pode ser medida pelas presenças do presidente Fernando Henrique Cardoso e dos ministros do Planejamento, Antônio Kandir, e Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles, na cerimônia. O financiamento do BNDES foi concedido à Companhia Docas do Rio. Os R$ 150 milhões serão liberados em parcelas, obedecendo ao cumprimento das etapas do cronograma de obras, que estará concluído no fim de 1998. Com isso, o Porto terá capacidade para atracamentos de navios de até 190 mil toneladas.
No total, os investimentos públicos no Porto de Sepetiba somam R$ 180 milhões, sendo que os R$ 30 milhões complementares virão do orçamento da União de 1997 e 1998. Quanto aos investimentos da iniciativa privada, estima-se valor na ordem de R$ 150 milhões. Atualmente, no Porto de Sepetiba encontram-se em funcionamento apenas os terminais de carvão e de alumina que contam, basicamente, com a movimentação de carga da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Valesul.
A ampliação e modernização do Porto de Sepetiba é um dos 42 projetos - todas da área social e de infra-estrutura - que constam do Programa Brasil em ação, lançado no ano passado pelo presidente Fernando Henrique.
As metas de movimentação de cargas a serem atingidas nos próximos 10 anos são atraentes. O Porto deverá movimentar até 7 milhões de toneladas/ano de carvão; 7 a 7,5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro; 10 milhões de t/ano em containeres e mínimo de 2 milhões de toneladas/ano de carga geral. O Porto vai gerar um total de 1,7 mil empregos diretos e 8,5 mil indiretos na fase de implantação. Quando passar para a fase de operação garantirá 2,4 mil empregos diretos e mais 10 mil indiretos.





