Sentindo na pele

A combinação de informações úteis e estarrecedoras disponibilizadas em dois idiomas (português e inglês) como o fato de uma pessoa morrer a cada 11 minutos por excesso de velocidade no trânsito no Brasil - com diversos simuladores fazem do Memorial de Segurança do Trânsito um templo de reflexão com efeitos que permanecem para além da visita.
O simulador de "crash test", por exemplo, proporciona ao visitante a experiência de sofrer uma colisão a uma velocidade de apenas oito quilômetros por hora, mas que, por meio de um óculos especial, dá a sensação de um grave acidente. Depois de passar pelo simulador, fica mais fácil compreender o dado segundo o qual os acidentes de caminhões representam um prejuízo anual às empresas de transporte 15 vezes superior ao de roubo de cargas no Brasil (veja o quadro).
Outro recurso que sensibiliza o visitante é o simulador de capotagem. Ao ingressarem na cabine, as pessoas são convidadas a não usarem as mãos para perceber toda a proteção oferecida pelo cinto de segurança de três pontos, modelo criado pela Volvo em 1959. "Ouvimos uma criança que experimentou a cabine dizer que nunca mais iria soltar o cinto antes da mãe autorizar", comenta a gerente do Memorial, Ariza Sozzo.
A Volvo mantém uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, historiadores e pedagogos, que embasaram o projeto a fim de transformar o comportamento das pessoas. "É possível notar neste resgate, desde a pré-história, que o homem entendeu rapidamente que, criando equipamentos, ele conseguiria viver mais. O cinto de segurança já salvou milhões de vidas. Resta agora não aceitarmos mais perder vidas dessa forma, pois 90% das mortes no trânsito são ocasionadas por falhas humanas", reforça Ariza. (M.M.)





