Curitiba - O Sindicato dos Engenheiros (Senge) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) vão encaminhar uma medida cautelar na Justiça do Trabalho, pedindo liminar para anular o novo Plano de Cargos e Salários (PCS) da Sanepar. O argumento é que o plano é discriminatório porque contempla de imediato somente 129 pessoas, que são comissionados ou que exercem cargos de gerência na empresa. Para a totalidade dos funcionários, as promoções estão previstas para o ano que vem, o que gera uma situação de injustiça e incerteza, afirmou Rasca Rodrigues, presidente do Senge.
O Plano de Cargos e Salários propõe a incorporação de gratificações e anuênios aos salários de gerentes e comissionados, procedimento que garante um ganho imediato que varia de 35% a 50% no salário. Para os demais funcionários, o plano prevê um cronograma de promoções, que gera dúvidas quanto à sua concretização, já que o governo será outro.
Rodrigues se queixa ainda que o PCS foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, sem passar por discussão pelos sindicatos. Segundo o presidente do Senge, se a incorporação realmente for efetivada, a empresa terá que desembolsar cerca de R$ 6 milhões a mais no ano que vem.
O caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho que chamou a Sanepar para explicar o assunto em audiência realizada no dia 21 de novembro. A empresa não enviou representantes. Diante dessa atitude o MPT decidiu ajuizar medida cautelar na Justiça do Trabalho.
A assessoria da Justiça do Trabalho informou que até ontem o órgão não tinha recebido a documentação do Ministério Público do Trabalho. A Sanepar, por sua vez, disse que só vai comentar o assunto se for notificada pela Justiça do Trabalho.

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