Cerca de 4 mil professores das redes estadual e municipal da região de Londrina participaram ontem, no Iate Clube, do lançamento do programa ‘‘Agrinho Sai em Defesa da Natureza’’. O programa é desenvolvido pelo Senar do Paraná (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). No Norte do Estado, pelo menos 80 mil alunos da área rural, da 1ª a 4ª séries, vão ser beneficiado com a iniciativa. O programa consiste em esclarecer as crianças quanto ao uso adequado dos defensivos agrícolas. Na prática, os alunos repassam as informações aos pais, contribuindo para a redução de intoxicações por agrotóxicos.
Para o secretário estadual do Meio Ambiente, Hitoshi Nakamura, sem educação ambiental nenhum avanço acontecerá. Mas quando esta educação se faz pela base, a sociedade fica convicta de que as contaminações tendem a sofrer forte redução nos próximos anos.
Envolver o aluno O superintendente do Senar no Paraná, Ronei Volpi, disse que a estratégia de envolver alunos da área rural neste programa procede, na medida em que se torna ágil a conscientização de massa. No Paraná, segundo ele, há mais de 250 mil aplicadores de defensivos agrícolas.
Em quatro anos de atividade do Senar foram treinados nesta área mais de 40 mil trabalhadores e pequenos produtores. Apesar deste número ser recorde, mesmo assim seriam necessários 16 anos para o treinamento desse contingente.
Com o projeto Agrinho, os alunos recebem informações básicas sobre riscos, uso correto, preservação ambiental, embalagens, tríplice lavagem de equipamentos, etc. Com isto, acredita Volpi, no ambiente de trabalho familiar as informações são repassadas, dinamizando o processo de esclarecimento. ‘‘Quando esses estudantes forem adultos e começarem a aplicar os defensivos já estarão conscientizados sobre o uso correto dos pesticidas’’ - observou. Volpi disse ainda: os defensivos são indispensáveis para aumento da produção, mas precisam ser usados de forma a garantir a vida das pessoas, do ambiente e dos consumidores’’.
O agrônomo Cyrus Daldin, instrutor do Senar, disse que o Estado do Paraná perde 40 mil litros de pesticidas por ano em forma de resíduos que ficam nas embalagens. Se não houver destinação correta, estes resíduos vão contaminar o ambiente e as pessoas.

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