Na próxima segunda-feira, dia 23, a Faep e o Senar vão entregar prêmios às crianças do meio rural que escreveram as melhores redações sobre cuidados com agrotóxicos, saúde preventiva, combate às cáries e cidadania. É o projeto Agrinho que fez sucesso como meio de conscientização. A entrega será feita no Restaurante Novo Madalosso, em Santa Felicidade. Uma comissão de especialistas (pedagogos, médicos, dentistas e engenheiros) já escolheu os melhores trabalhos do concurso do Agrinho. As crianças e professores vão receber 50 televisores, 25 bicicletas, microcomputadores, forno de microondas e cinco carros novos.
A disputa foi acirrada, envolvendo 2 mil redações campeãs de centenas de escolas. Os integrantes do júri tiveram que fazer uma maratona de 200 horas de leitura, informa a assessoria da Faep. Decidir quais as melhores redações, entre os textos que já haviam sido campeões em centenas de escolas, não foi tarefa fácil. ‘‘A boa qualidade técnica das redações fez com que o critério de escolha fosse baseado mais na originalidade dos textos. Isso dificultou bastante já que cada um de nós tem gosto e avaliação próprios’’, observou a pedagoga Patrícia Torres, coordenadora do Agrinho.
A escolha das melhores redações do concurso é a etapa final de um projeto de sucesso do Senar-PR que tem o propósito de despertar nas crianças - e seus familiares - a valorização do meio ambiente, da saúde e da cidadania. Nesses três anos de Agrinho, houve um salto de 13 mil para quase 700 mil crianças participantes. O projeto é feito em parceria com as secretarias estaduais da Educação e Meio Ambiente. Os professores de primeira a quarta séries utilizam as cartilhas, com ilustrações e passatempos, como conteúdo complementar no currículo das escolas.
Os prêmios são um atrativo inegável. Além dos 50 televisores, das 25 bicicletas, 5 carros, 5 microondas, os ganhadores dos 5 microcomputadores Pentium 200 mhz, ganharão cursos de informática completos e muitos CD-Rom educativos.
Quanto mais se afunilava o processo de escolha das redações finalistas, mais difícil ficava a seleção para o júri. A comissão julgadora das redações ‘‘Agrinho em Defesa da Natureza’’ ficou mais de duas semanas apreciando as cinco redações melhor classificadas. No final, a decisão veio com apenas um voto de diferença.
‘‘A qualidade das redações foi tanta que tivemos dificuldade de escolher. Foi difícil saber qual seria a melhor delas. Analisamos o lado técnico, educativo, pedagógico e o conteúdo. Mesmo assim, foi uma decisão apertada, por diferença de um voto apenas, depois de muita ‘‘briga’’ para decidir’’. O comentário é de Júlio Nishimura, integrante do júri e representante da Associação Nacional de Defesa Vegetal.
Segundo a pedagoga Leila Iwanowski, do Senar, a mensagem de conscientização do Agrinho chegou a 220 municípios e teve a participação de 26.648 professores.

mockup