Senar entrega prêmio às escolas
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quarta-feira, 18 de novembro de 1998
Da Redação 
Na próxima segunda-feira, dia 23, a Faep e o Senar vão entregar prêmios às crianças do meio rural que escreveram as melhores redações sobre cuidados com agrotóxicos, saúde preventiva, combate às cáries e cidadania. É o projeto Agrinho que fez sucesso como meio de conscientização. A entrega será feita no Restaurante Novo Madalosso, em Santa Felicidade. Uma comissão de especialistas (pedagogos, médicos, dentistas e engenheiros) já escolheu os melhores trabalhos do concurso do Agrinho. As crianças e professores vão receber 50 televisores, 25 bicicletas, microcomputadores, forno de microondas e cinco carros novos.
A disputa foi acirrada, envolvendo 2 mil redações campeãs de centenas de escolas. Os integrantes do júri tiveram que fazer uma maratona de 200 horas de leitura, informa a assessoria da Faep. Decidir quais as melhores redações, entre os textos que já haviam sido campeões em centenas de escolas, não foi tarefa fácil. A boa qualidade técnica das redações fez com que o critério de escolha fosse baseado mais na originalidade dos textos. Isso dificultou bastante já que cada um de nós tem gosto e avaliação próprios, observou a pedagoga Patrícia Torres, coordenadora do Agrinho.
A escolha das melhores redações do concurso é a etapa final de um projeto de sucesso do Senar-PR que tem o propósito de despertar nas crianças - e seus familiares - a valorização do meio ambiente, da saúde e da cidadania. Nesses três anos de Agrinho, houve um salto de 13 mil para quase 700 mil crianças participantes. O projeto é feito em parceria com as secretarias estaduais da Educação e Meio Ambiente. Os professores de primeira a quarta séries utilizam as cartilhas, com ilustrações e passatempos, como conteúdo complementar no currículo das escolas.
Os prêmios são um atrativo inegável. Além dos 50 televisores, das 25 bicicletas, 5 carros, 5 microondas, os ganhadores dos 5 microcomputadores Pentium 200 mhz, ganharão cursos de informática completos e muitos CD-Rom educativos.
Quanto mais se afunilava o processo de escolha das redações finalistas, mais difícil ficava a seleção para o júri. A comissão julgadora das redações Agrinho em Defesa da Natureza ficou mais de duas semanas apreciando as cinco redações melhor classificadas. No final, a decisão veio com apenas um voto de diferença.
A qualidade das redações foi tanta que tivemos dificuldade de escolher. Foi difícil saber qual seria a melhor delas. Analisamos o lado técnico, educativo, pedagógico e o conteúdo. Mesmo assim, foi uma decisão apertada, por diferença de um voto apenas, depois de muita briga para decidir. O comentário é de Júlio Nishimura, integrante do júri e representante da Associação Nacional de Defesa Vegetal.
Segundo a pedagoga Leila Iwanowski, do Senar, a mensagem de conscientização do Agrinho chegou a 220 municípios e teve a participação de 26.648 professores.


