Senai financia R$ 41 mi para projetos de inovação
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domingo, 28 de junho de 2015
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
Londrina - O setor industrial entrou em trajetória de queda desde o início de 2014, situação que se agravou neste ano devido à crise econômica que se instalou no País. Uma das receitas para se fortalecer neste cenário é inovar, mas é mais difícil para o empresário que está com o bolso vazio pensar em investimentos. Por isso, o Serviço Nacional da Indústria (Senai) disponibiliza neste ano R$ 41 milhões para financiar o desenvolvimento de novos produtos no setor em todo o País, por meio do Edital Senai Sesi de Inovação.
A iniciativa é voltada para indústrias, para soluções em qualidade de vida e segurança no trabalho ou para startups e empresas de base tecnológica (EBT). São três ciclos para análises de propostas neste ano, o primeiro terminado no último dia 22. No entanto, já é possível se inscrever na segunda etapa e, mesmo que o projeto seja rejeitado, o empresário pode corrigi-lo e reenviá-lo ao Senai na fase seguinte.
Em Londrina, foram apresentados 17 propostas no primeiro ciclo, conforme o Senai. As propostas concorrem entre si, mas não há limite para o número de aprovados, desde que dentro do orçamento do programa. Cada um pode conseguir até R$ 400 mil em recursos não reembolsáveis para 20 meses.
A coordenadora de Serviços Tecnológicos e Inovação do Senai em Londrina, Silvana Mali Kumura, afirma que o potencial inovador é o principal diferencial considerado na disputa. Porém, ela lembra que não é necessária uma mudança radical. "Pode ser uma novidade implementada em um produto já existente ou a nacionalização de uma tecnologia estrangeira, desde que seja um avanço para a indústria", conta.
A partir da aprovação, o projeto é direcionado a especialistas do Senai, para o desenvolvimento da ideia pelo próprio órgão. É feita a busca de patentes semelhantes e de estudos ou artigos científicos que tratem do tema, nacional ou internacionalmente. Então, entra a análise de viabilidade comercial, a segunda parte mais importante da ideia.
Para o Senai, a vantagem é passar a ser reconhecido como promotor da inovação no País, com desenvolvimento de ciência e tecnologia. Silvana afirma que o nome costuma ser relacionado ao ensino profissionalizante, mas o desejo é que passe a ser lembrado pela atuação no desenvolvimento da indústria, serviço que já faz há 20 anos. "Se a ideia gerar uma patente, por exemplo, o Senai não quer lucro, mas quer a coautoria do projeto porque ajudou no desenvolvimento", explica.
Apesar do bom número de propostas em Londrina neste ano, Silvana conta que a procura tem diminuído na cidade. "Em 2012, foram aprovados seis, em 2013, três, e em 2014, um", afirma a coordenadora. Porém, a região, afirma ela, costuma ter um dos melhores índices de propostas do Estado, proporcionalmente ao número de habitantes. "Londrina tem muitas pequenas empresas de tecnologia, que têm a busca por inovação no DNA", diz.
O aumento do número de interessados pode fazer com que se amplie o polo industrial e de tecnologia. Assim, a coordenadora do Senai acredita que mais dinheiro entrará na cidade, o que trará crescimento econômico e empregos.
O Senai e o Serviço Social da Indústria (Sesi) disponibilizarão até R$ 27,5 milhões, para os três ciclos de avaliação de propostas, uma terça parte para cada uma das etapas. A novidade neste ano é que a Innovate UK (Agência de Inovação do Reino Unido) aportará R$ 4,5 milhões de recursos por fase para projetos bilaterais com o Senai.


