Curitiba - O senador Osmar Dias (PDT-PR) pediu ontem a união dos parlamentares e do governo do Paraná para evitar que o Estado seja prejudicado com uma decretação falsa de aftosa.
''O Paraná está numa situação de bode expiatório. A suspeita anunciada pelo Paraná foi considerada como foco anunciado pela comunidade internacional. Para não prejudicar os demais estados brasileiros, o ministério quer decretar que o Paraná não é mais área livre de aftosa. Precisamos neste momento de união no Estado. Encontrar culpado não é agora. Se cometemos um erro (governo do Paraná), vamos tentar corrigir evitando que o Paraná seja decretado fora da área livre. Nesse momento não podemos deixar que haja retaliações ou brigas'', afirmou Osmar, em entrevista exclusiva à Folha, depois do discurso feito por ele durante o V Encontro de Empreendedores Rurais do Paraná (leia reportagme na página 4), no Expotrade Pinhais.
Osmar disse que chegou a ser criticado quando há dois meses pediu prudência do governo do Paraná. ''Não se pode alarmar o mercado internacional. O que eu queria é que o governo falasse menos e agisse mais. Tive alta responsabilidade ao não querer falar sobre a aftosa''. No discurso para produtores rurais, Osmar apontou os supostos culpados pela crise: os técnicos da secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento.
''Quem indicou que aqui tinha uma febre que não existiu é que deveria pagar pelos prejuízos. E não adianta pensar que ela não vai chegar. As fronteiras estão abertas. Temos que trabalhar para evitar que ela atinja os nossos rebanhos. Quem tem a responsabilidade sanitária são os governos federal e estadual. Cumpri meu papel de aprovar no Senado o orçamento para a sanidade animal e vegetal. Estou cumprido em cobrar que os erros sejam corrigidos. Está em jogo a economia de um estado inteiro'', ponderou.
O secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), Orlando Pessuti, foi procurado pela Folha mas ele não havia chegado de Brasília-onde participou de uma reunião no Mapa - até o fechamento da edição. A assessoria dele informou que não tinha recebido, até às 19 horas, nenhuma informação oficial do Ministério sobre a aftosa no Estado. A Seab deverá se manifestar somente hoje sobre o assunto.

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