O senador Alvaro Dias (PSDB) disse achar ‘‘no mínimo estranho’’ que a ação popular ajuizada por ele e pelos senadores Osmar Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB), na tentativa de impedir a venda do Banestado, ainda não tivesse sido julgada até ontem.
Até sexta-feira, a ação encabeçada pelos senadores tramitava pela 8ª Vara Federal, mas a juíza federal substituta Luciana Veiga de Oliveira declarou ser da competência da Justiça Estadual o julgamento do pedido de suspensão do leilão de privatização.
‘‘Acho isso tudo muito estranho, já que o Banestado me parece ser de interesse direto do Banco Central’’, comentou o senador. Na avaliação da juíza, não haveria interesse do BC e da União no processo.
Dias informou que o advogado Romeu Bacellar, que os representa no caso, encaminhará a ação hoje pela manhã para uma das Varas da Fazenda Pública de Curitiba. Eles acreditam que ainda haverá tempo suficiente para a concessão de uma liminar que suspenda o leilão.
Outra ação que ainda aguarda julgamaento foi a impretada pelo deputado federal petista, Florisvaldo Fier, conhecido como Dr. Rosinha. Fier ingressou, na última sexta-feira, com um pedido na Justiça Federal, alegando que a direção do banco não obedeceu as regras da Lei Geral de Licitações e Contratos Administrativo (Lei 8.666/93).
Protesto – Para hoje, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana realiza uma manifestação na Boca Maldita, às 16 horas. Na manifestação, a categoria quer alertar a população que o movimento continua em greve, mas mantém um grupo de 20% dos funcionários atendendo a população. A greve, iniciada no último dia 5, foi deflagrada por causa da privatização do banco e o impasse de estabelecer um acordo de longo prazo, que garantisse as vagas dos servidores. Os bancários pedem estabilidade até 2.002, independente da venda do banco. (Colaborou Israel Reinstein)

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