Os responsáveis pelo setor de energia do governo serão convidados a comparecer ao Senado, possivelmente ainda esta semana, para dar explicações e apresentar soluções para a crise do fornecimento de energia elétrica. Ontem, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que subiu à tribuna do plenário para pedir investigações do caso, sugeriu que uma Comissão Especial de acompanhamento seja instalada para cobrar soluções para a crise. Renan, embora integre a base aliada, admitiu até mesmo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para saber por que se chegou a essa situação crítica no setor.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse ontem que ‘‘houve problemas de comunicação e de coordenação das equipes do governo’’, que demoraram a tomar conhecimento da crise energética que atinge o País. ‘‘Não tenho nenhum problema em admitir isso’’, disse Malan, ontem, em duas ocasiões: na posse do novo presidente do Ibef (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças) e na abertura do 13º Fórum Nacional, realizado no auditório do BNDES. ‘‘O importante é essa falha nunca mais se repetir’’, disse Malan, que classificou a crise energética como um ‘‘choque de ofertas’’. Depois da autocrítica, o ministro disse que o momento não é de ‘‘caça às bruxas’’, de procurar os culpados ou o peso relativo dos fatores que tornaram o racionamento inevitável.

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