Senado aprova acordo do Brasil e FMI
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sexta-feira, 11 de dezembro de 1998
Agência Estado 
O plenário do Senado aprovou ontem o acordo de ajuda externa assinado pelo Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o Banco de Compensações Internacionais (BIS) e com o Banco do Japão (BOJ). Pelo acordo, o País terá a sua disposição até US$ 41,5 bilhões, para enfrentar eventuais perdas de reservas cambiais.
A votação, que ocorreu com a presença de 63 parlamentares registrados no painel, foi simbólica, e foram contados apenas nove votos contrários de parlamentares oposicionistas e a abstenção do senador Josaphat Marinho (PFL-BA).
O relator da matéria, senador José Roberto Arruda (PSDB- DF), teve que fazer uma manobra para evitar que a votação fosse retardada. No momento em que o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), informou que iria suspender a sessão às 12 horas para a realização de uma missa no Senado celebrada pelo cardeal dom Paulo Evaristo Arns, Arruda conversou rapidamente com os líderes governistas para que estes abrissem mão de seus discursos.
O próprio relator desistiu de fazer a defesa de seu parecer, favorável à autorização para os acordos externos. Tudo já havia sido discutido na Comissão de Assuntos Econômicos, e ali haveria apenas um festival de repetições, comentou o senador.
Diante do súbito esvaziamento da lista de oradores, o presidente conseguiu colocar a matéria em votação e aprová-la antes do encontro natalino.
A oposição marcou sua posição contrária aos acordos mas não dificultou sua aprovação. Não houve o tradicional pedido de votação nominal, como ocorre sempre que um projeto criticado pela oposição está sendo apreciado.
O líder do Bloco Oposição no Senado, Eduardo Suplicy (PT- SP), disse que votaria contra os acordos por que a mensagem do Brasil ao FMI não demonstrava a preocupação com a redução do desemprego, com a retomada da atividade econômica nem com a redução das desigualdades sociais.


