Senado americano aprova projeto dos subsídios
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2002
Dow Jones 
Washington - O Senado dos EUA aprovou ontem a Farm Bill (projeto de lei agrícola) que eleva os subsídios para os produtores de grãos e algodão e duplica os gastos com programas de conservação. Ao contrário do projeto aprovado no Comitê de Agricultura da Câmara dos Deputados, a legislação do Senado impõe limites aos subsídios que cada fazenda pode receber a US$ 275.000. O projeto, elaborado por democratas e aprovado por 58 votos contra 40, também oferece subsídios a uma variedade de commodities, incluindo leite, mel, lã e lentilha.
O presidente do Comitê de Agricultura do Senado, o democrata Tom Harkin, disse que a aprovação foi uma tremenda vitória para a economia da América rural. Representantes da Câmara e do Senado vão trabalhar em cima da versão final da Farm Bill nas próximas semanas, contando também com a opinião final da Casa Branca.
Autoridades do governo Bush argumentaram anteriormente que a versão do Senado tem custos muito altos e iria encorajar a superprodução de safras subsidiadas. No entanto, eles também criticaram a versão da Câmara. Ambas as versões ficam bem distantes da lei agrícola republicana de 1996, que tinha por objetivo afastar os agricultores dos subsídios do governo.
Os ruralistas americanos já contavam com US$ 115 bilhões para serem gastos em 10 anos no setor. Acordo fechado no Congresso americano em 2001 garantiu ao setor mais US$ 73,5 bilhões a serem destinados a novos programas agrícolas.
Deste volume, o Senado decidiu destinar US$ 45 bilhões para os próximos 5 anos. A proposta da Câmara era de que o gasto desses recursos nos primeiros 5 anos fosse de US$ 38 bilhões. A administração Bush argumenta que o projeto do Senado gasta uma grande parte desses recursos - 61% - antes de 2007. Desta foram, o Congresso seria forçado a cortar programas ou a aumentar o orçamento na segunda metade da década.
O Escritório da Federação Agrícola Americana, o maior grupo agrícola da nação, se opôs ao programa de subsídios à água, dizendo que os produtores vão ficar sujeitos a novas regras. Também ontem, o Senado se recusou a retirar sua decisão de proibir os frigoríficos de possuírem e criarem os animais que abatem. (Veja mais sobre agribusiness na página 4).


