"Sempre vou além da lista", diz bancária
Para a bancária Cinthia Lopes, passar pelo corredor das "besteiras" é certeza de que a lista de itens que chegará ao caixa certamente será maior que aquela que ela escreveu em casa. "Sempre vou além da lista, apesar de que ultimamente estou mais controlada. Hoje mesmo eu vim apenas para pegar um item [um pacote de lenços umedecidos], mas já peguei vários outros produtos", relatou Cinthia à reportagem da FOLHA enquanto fazia suas compras em um supermercado de Londrina.
Junto dela ,estava o filho Eduardo Augusto Lopes, de 10 anos, que faz questão de acompanhar a mãe no mercado para garantir uma guloseima. "Geralmente ele pode pegar uma coisa e, se quiser outra, tem que trocar. Na verdade, quando estou sozinha, acabo pegando mais besteiras", confessou.
Mas não é todo mundo que resiste às pressões dos filhos como Cinthia. Na pesquisa do SPC, 26% dos entrevistados afirmam que não resistem aos apelos das crianças e acabam comprando mais do que deveriam.
É assim com o pintor Marcos Antônio dos Santos, que diz sempre sair de casa com um valor máximo para a compra, mas acaba se excedendo para atender aos desejos do filho Bernardo, de 6 anos. "A gente até tenta, mas não consegue e acabamos deixando ele escolher algumas coisas. Mas não é nada que prejudique o orçamento."





