O seminário regional para o fortalecimento da bovinocultura de corte, realizado ontem em Londrina, reuniu pecuaristas de toda região para discutir as deficiências e o potencial do setor. O evento, promovido pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sebrae e Sindicato Rural de Londrina, visa estimular a união dos produtores para melhoria da eficiência na produção regional e faz parte parte do Programa Para Modernização da Bovinocultura de Corte do Paraná, da Faep. No total serão realizadas 16 palestras em todo o estado.
Segundo o médico-veterinário e consultor técnico da Faep, Luiz Francisco, o reconhecimento pelo Ministério da Agricultura e de Organizações Internacionais da área livre com vacinação da febre aftosa no Paraná inaugurou uma nova fase na bovinocultura do estado. ‘‘Removemos uma grande barreira sanitária e estamos abertos para o mercado externo, por isso temos que melhorar a produtividade e qualidade do gado em geral’’, explicou.
O Paraná tem o 6º rebanho de bovinocultura de corte no Brasil e mantêm 8,6 milhões de cabeças de gado. Segundo Francisco, a Federação dos Pecuaristas estabeleceu como meta o aumento de produtividade do rebanho paranaense em 60% para os próximos 5 anos. ‘‘Temos que abastecer o mercado interno com produtos de qualidade para começarmos o processo de exportação’’, indicou. O responsável pelo setor de bovinocultura de corte do Sindicato Rural de Londrina, Narciso Pissinati, disse que seminários deste tipo motiva a união do setor e dá capacitação gerencial.
O seminário de ontem foi a primeira etapa do programa. Em setembro será realizado outro sobre formação dos técnicos do setor pecuário e, em outubro, um de intercâmbio de informações.

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