Curitiba Como diversificar a matriz energética brasileira a curto, médio e longo prazos, evitar um possível colapso no abastecimento e garantir o crescimento com sustentatiblidade, reduzindo o impacto ambiental? Essas e outras questões relativas ao tema estão na pauta do Seminário de Tecnologias Energéticas do Futuro (Stef), realizado pela Companhia de Energia do Paraná (Copel) em parceria com o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O encontro, que teve início ontem em Curitiba vai até amanhã, reúne especialistas do Brasil e exterior para o debate de temas ligados a hidreletricidade, petróleo, energias eólica, nuclear e solar, biomassa, conservação de energia, células a combustível, economia de hidrogênio, entre outros.
O evento ainda conta com atrações tecnológicas do setor como o primeiro kart elétrico (Família Brasil H2 FH2-V1) a utilizar células a combustível e os ultracapacitadores, que formam um sitema híbrido sem emissão de poluentes. Além disso podem ser conferidos uma caminhonete S-10 movida a óleo de fritura, um veículo movido a óleo de soja e o aquecedor solar de baixo custo (ASBC). Toda programação do seminário está disponível no site www.stef.com.br.
Bolívia - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse sábado que espera aumentar em US$ 2 o preço do gás vendido ao Brasil e à Argentina, segundo informou a Agencia Boliviana de Información (ABI). A medida tem como objetivo contornar problemas econômicos, como o déficit fiscal de US$ 300 milhões, sem recorrer à cooperação internacional. De acordo com Morales, a alta representará um ''importante ingresso para o erário nacional''. A ABI informa que o aumento de um único dólar representa um incremento de mais de US$ 300 milhões anuais.
O decreto de nacionalização das reservas de gás e petróleo da Bolívia estabelece um prazo de 180 dias para que as empresas petrolíferas firmem novos contratos. A ABI informa que a espanhola Repsol-YPF foi a primeira a iniciar o processo de diálogo.
Ainda segundo a agência de informações, o Brasil paga à Bolívia US$ 3,26 por milhão de Unidades Térmicas Britânicas (BTU), medida utilizada para quantificar financeiramente o gás natural. A Argentina paga o equivalente a US$ 2,6 por milhão de BTU. No mercado internacional, o milhão de BTU está cotado em US$ 9. (Com ABr)

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