Seminário discute parcerias para Londrina
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terça-feira, 01 de dezembro de 2009
Emerson Dias<br> Especial para a FOLHA 
Projetos que podem resultar em parcerias e investimentos estrangeiros para Londrina dentro dos próximos anos e a liberação de R$ 21 milhões, divulgada pelo governo do Estado para a construção de um viaduto que vai alterar o trânsito das duas principais avenidas londrinenses. Este foi o resultado do primeiro dia do Seminário Internacional ''Londrina 75 Anos'', que começou ontem e segue até a tarde de hoje.
O encontro reúne empresários, políticos e pesquisadores, além de representantes estrangeiros que mostram as potencialidades que Londrina tem para os próximos anos e décadas. Presidentes das Câmaras de Comércio e Indústria da Itália e da Alemanha apresentaram projetos desenvolvidos por pequenas empresas européias que podem gerar parcerias com empresários da Região Metropolitana de Londrina (RML). Para o palestrante italiano Roberto Colliva, que há 13 anos vive no Paraná e atua na intermediação entre o empresariado do Estado e da Itália, os interessados de ambos os países devem pensar em parcerias menores no lugar de buscar trazer grandes indústrias multinacionais. ''As pequenas empresas são responsáveis por 27% do PIB na Itália, mas representam 42% dos empregos e 47% das exportações. Isso é muito significativo'', detalhou Colliva.
Apesar de não divulgar valores, o representante italiano disse que dezenas de encontros realizados somente este ano resultou em bons negócios para a RML e também para outras regiões do Paraná. ''Tivemos 80 encontros empresariais na capital Curitiba e 60 só em Londrina. Já posso garantir que foram fechados negócios em várias áreas'', afirmou Colliva, reforçando que os empresários italianos buscam parcerias na região principalmente nas áreas de tecnologia, alimentos e móveis industriais.
Para o representante da Alemanha, Reinhard Andreas Nordmann, a solidificação do nome da cidade deve contar com a integração entre moradores e empresários. ''É a única maneira de se destacar a região de Londrina das demais cidades do Brasil e isso pode ser feito. Em minha palestra falei sobre um exemplo prático que tivemos aqui'', disse Nordmann em entrevista à Folha, referindo-se à instalação, em 2004, da empresa alemã Hexal em Cambé. Foram construídos 300 mil metros quadrados e gerados 550 empregos diretos na RML. ''Só ali foram investidos R$ 120 milhões e já temos previsão de grandes investimentos para os próximos 10 anos'', garantiu.
O prefeito Barbosa Neto e o governador do Paraná, Roberto Requião, também falaram no seminário durante a tarde de ontem. Em sua apresentação, Requião anunciou a liberação de recursos para a construção do viaduto entre as avenidas Higienópolis e JK, que deve desafogar o trânsito no principal cruzamento da cidade (veja reportagem na página 4). O prefeito reconheceu os problemas que a cidade enfrenta em diversas áreas, mas disse que o planejamento regional não depende dos atuais governos, mas sim de um trabalho em conjunto com a sociedade visando benefícios para as próximas décadas. ''Nós estamos pensando muito na infraestrutura do município, na questão da habitação, de obras estruturais pra cidade e na questão do transporte. Nós somos temporários, somos passageiros (na administração). É preciso planejar de forma estratégica o futuro desta cidade'', disse Barbosa Neto.
O Seminário Internacional está sediado no Hotel Sumatra e segue durante todo o dia de hoje com palestras reuniões envolvendo áreas estratégicas para o Estado, como produção energética, financiamentos e educação. Pela manhã, a apresentação será do diretor do Bradesco, Octávio de Barros, e do reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal. A tarde, se apresentam, o presidente do lado brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, o diretor da Universidade de Modena (Itália), Paolo Onesti, e a representante do setor de Comércio Exterior da Argentina, Viviana Arias.


