Seminário discute impacto da informação na sociedade
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
A quantidade avassaladora de informações que chegam para as pessoas todos os dias por diversos meios é o tema do Seminário de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que termina hoje. A problemática atinge, principalmente, os jovens da Geração Y (nascidos nos anos 1980), que são "nativos digitais", ou seja, já nasceram em uma época em que o computador já existia. Entretanto, todos são afetados. A partir do tema, vários convidados debateram os prós e contras desta enxurrada de informações.
"Hoje, há uma tendência de adaptar a população à dinâmica da informação", observa Ivete Pieruccini, docente e pesquisadora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Porém, para ela, é preciso não só "educar para a informação, mas também educar a informação."
Ivete é pesquisadora na área de Infoeducação, que conforme sua explicação, visa não só oferecer novas experiências informacionais, mas também proporcionar maneiras de as pessoas adquirirem visão crítica do mundo. A Infoeducação pode ser aplicada a escolas, espaços públicos e instituições que lidam com pessoas da faixa etária mais atingida.
Um dos principais canais de informação atualmente são os dispositivos móveis, que possibilitaram a transição de um ambiente estático para a comunicação móvel, tema este da conferência que teve como convidado Adriano Moreira, docente do Departamento de Sistemas da Informação da Universidade do Minho, em Portugal.
Ele é autor de projetos de sistemas relacionados ao transporte urbano e à saúde, e falou na última quarta-feira sobre as oportunidades, os riscos e os desafios que a tecnologia móvel traz à sociedade. Como uma oportunidade, Moreira cita, por exemplo, o uso da tecnologia móvel para informações de trânsito. Ele conta que está desenvolvendo pesquisa sobre a forma como as pessoas se deslocam nos espaços urbanos para que elas passem a ganhar mais consciência do impacto ambiental e financeiro, por exemplo, das suas viagens.
Outra de suas pesquisas envolve o desenvolvimento de um sistema de monitoramento de pacientes, que permite ao médico fazer eletrocardiogramas e eletroencefalogramas, por exemplo, para realizar um diagnóstico a distância.
Se por um lado ela pode auxiliar a solucionar problemas de grandes cidades, ainda existem assuntos pouco compreendidos nesta área, como a privacidade e o tratamento das informações geradas por estas tecnologias, completa Moreira.


