Seminário ‘desmistifica’ bolsas
Cláudia Lopes
Paulo WolfgangAbílio Peixoto Neto: ‘‘Debêntures são uma espécie de noivado’’A Bolsa de Valores do Paraná realiza hoje em Londrina o seminário ‘‘Mercado de capitais e novas oportunidades de investimentos’’, às 8h30, num café da manhã no Hotel Sumatra. Promovido em conjunto com a prefeitura de Londrina, Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e Gazeta Mercantil, o evento tem a intenção de desmistificar as operações em bolsa principalmente para pequenos e médios empresários. O empresário Atilano de Oms Sobrinho, da Inepar, também falará sobre sua experiência no mercado de capitais. O presidente da Bolsa de Valores do Paraná, Abilio Peixoto Neto, acredita que, no cenário atual, com a estabilidade da moeda e a concorrência internacional, a melhor forma para o empresariado captar recursos seja através do mercado de capitais. ‘‘A maneira mais saudável de uma pequena ou média empresa obter financiamento atualmente é pela emissão de títulos de créditos de debêntures’’, exemplifica. ‘‘Não existe empréstimos bancários com prazos e juros desejáveis. No mercado de capitais, dispõem-se de vários instrumentos, dependendo da necessidade.
Peixoto garante que a operação ideal é a venda de ações já que, neste caso, a empresa divide apenas seus lucros. ‘‘Não existe credor’’, diz ele. ‘‘Mas para uma pequena empresa colocar suas ações em bolsa demanda trabalho. Os investidores precisam acreditar no que estão comprando. As debêntures entram então numa espécie de noivado. Se der certo, no futuro troca-se os papéis por ações’’. Debênture é um título de crédito resgatável normalmente num prazo de três a cinco anos.
Com 50 anos de existência, a Bolsa de Valores do Paraná tem 28 empresas que negociam suas ações em bolsa. ‘‘Queremos aumentar este número. O perfil do Paraná está mudando, deixando de ser essencialmente agrícola’’. ‘‘As empresas devem olhar para o futuro, vislumbrando seu potencial de crescimento no mercado de capitais’’.
No Brasil, existem 540 empresas listadas em bolsas.
Peixoto conta que, atualmente, está havendo desequilíbrio entre o número de investidores e de empresas abertas, dispostas a negociar títulos e ações em bolsa. ‘‘Queremos equalizar a oferta e a procura. Os empresários têm que perceber as oportunidades que estão surgindo’’, diz ele, afirmando que os investidores também estão em busca de novos negócios. ‘‘No mercado de capitais o que importa é se a empresa detém tecnologia e qualidade’’.
Poucas empresas de Londrina operam em bolsas de valores. Para sanar dúvidas, uma equipe com sete técnicos da Bolsa de Valores do Paraná atenderá os interessados durante todo o dia, no Hotel Sumatra. Após o encontro, as reuniões serão agendadas.

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