Seminário debate viabilidade do biodiesel
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Os benefícios da adição do biodiesel no diesel comum e a importância de apoio para fomentar a sua produção no Brasil são alguns dos temas que serão discutidos no 1º Seminário de Biodiesel do Estado do Paraná, que acontece nos próximos dias 12 e 13, em Londrina. O evento será realizado no Auditório Cyro Grossi, do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Estadual de Londrina. Representantes da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Ministério de Minas e Energia (MME) e governo do Estado integrarão o seminário.
Segundo um dos coordenadores do evento, José Domingos Fontana, que é diretor-técnico do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Brasil já possui tecnologia suficiente para produzir biodiesel em escala industrial, mas falta apoio para estimular essa idéia.''O Brasil tem imenso potencial de produção. O produto, derivado de oleaginosas, como soja, algodão ou babaçu, é ecológico e de matéria-prima de fácil acesso e, quando adicionado ao diesel comum, pode reduzir em 25% a emissão de gases poluentes'', afirmou.
Dentro desse enfoque, o setor defende a adição de 5% a 20% de biodiesel no diesel comum e sinaliza também para o mercado exportador do produto, sendo que atualmente a Alemanha e os Estados Unidos são os países que mais estão utilizando o biodiesel, de forma parcial ou total.
No Brasil, são utilizados 38 bilhões de litros de diesel comum por ano, o que corresponde a 2,5 vezes mais que toda a produção interna de álcool. E, na avaliação de Fontana, a adição de biodiesel não aumentaria o custo do produto final por ter produção e obtenção de matéria-prima simples.
Um exemplo bem sucedido da utilização do produto são os 100 ônibus da frota de transporte coletivo de Curitiba que desde 2000 estão sendo abastecidos com uma mistura de diesel, álcool e derivado de óleo de soja, conhecida como MAD8. O produto é comprado de uma fábrica de Cuiabá (MT), que tem capacidade de produzir 1,2 mil toneladas/mês. ''E o mais interessante é que não houve a necessidade de se fazer adaptações no motor, que é uma das principais dúvidas das pessoas'', comentou Fontana.
Mais informações sobre o seminário: cgouvea@c gouveaeventos.com.br e www.tecpar.br/cerbio.


