Cientistas de 42 instituições de pesquisas (17 do exterior) participam a partir da próxima segunda-feira, em Londrina, do 3º Seminário Internacional de Biotecnologia da Agroindústria Cafeeira (Sibac) que vai até dia 28. O evento técnico vai discutir o avanço da tecnologia na produção, industrialização e consumo do café. A abertura oficial será às 20 horas, no recinto José Garcia Molina, Parque Ney Braga. Hoje começam a chegar colombianos, mexicanos e franceses.
Palestras e trabalhos técnicos giram em torno do seguintes temas: 1) cafés transgênicos e seu impacto na produção e no mercado consumidor, 2) mercados de cafés orgânicos, 3) clonagem de plantas, 4) mapeamento de genes marcadores de DNA, 5) avanços em sementes sintéticas, 6) Biopesticidas para insetos e nematóides, 6) tratamento biotecnológico de poluentes, 7) novos subprodutos do café: óleo, óleos aromáticos, fermentos, alimentos e fertilizantes.
O presidente da Comissão Organizadora, pesquisador Tumoru Sera (v.foto), elogiou ontem conteúdo dos trabalhos. Ele também destacou o nível dos participantes. Os melhores técnicos em café do mundo estarão em Londrina, conversando com técnicos de campo e agricultores.
A biotecnologia é uma técnica considerada revolucionária que vai mexer com a economia das empresas e a vida das pessoas. No caso específico do café, requer atualização dos técnicos de campo e das indústrias. Clonagem de mudas e plantas transgênicas são os assuntos que têm chamado a atenção da imprensa e dos próprios técnicos.
Um dos assuntos do Seminário são os cafés orgânicos. Eles estão obtendo preços que variam entre 20% e 40% acima dos cafés finos produzidos pelo sistema tradicional.
O seminário está sendo organizado pelo Iapar, UFPR e pelo Instituto Francês de Pesquisas há quase um ano. Neste sábado, a comissão organizadora fará plantão para atender interessados e algumas inscrições retardatárias. (043) 376-2294 e (043) 376-2263 e-mail: [email protected]

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