Rio de Janeiro - A redução do consumo doméstico atingiu em cheio o segmento de bens semiduráveis (confecções e calçados) e não-duráveis (farmacêuticos e alimentos, por exemplo).
Segundo o IBGE, a queda de 10,6% na produção de bens semiduráveis e não-duráveis em abril, ante igual mês do ano passado, foi a maior redução na base de comparação para estas categorias desde agosto de 1992. Os produtos que mais contribuíram para a queda foram farmacêuticos (-25,5%), confecções (-35,7%), calçados (-16,4%) e alimentos e bebidas (-13,5%).
Ainda em termos das categorias de uso pesquisadas pelo IBGE, houve redução também em bens de consumo duráveis (-13,6%), com destaque para automóveis (-18,2%) e eletrodomésticos (-14,9%), ambos afetados pelas restrições ao crédito. A retração do mercado doméstico reduziu também a produção de bens intermediários (-1,8%), enquanto a queda em investimentos provocou redução no segmento de bens de capital (-6,7%).

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