O Banestado fechou o semestre com lucro líquido de R$ 20,503 milhões, conforme balanço publicado hoje em jornais de circulação nacional e estadual. O resultado reverte uma situação completamente diferente em relação ao mesmo período no ano passado, quando, em meio a um processo de saneamento, o banco registrou prejuízo de R$ 423 milhões. O balanço financeiro foi aprovado ontem pelo Conselho de Administração, que, após dois adiamentos de horário provocados pela greve parcial dos funcionários, conseguiu se reunir no Conglomerado Santa Cândida para analisar os números do banco.
A pressa para aprovar o balanço foi motivada para evitar complicações e questionamentos na Justiça, principalmente por parte do Sindicato dos Bancários que está de olho em cada passo dado pelo governo. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, que acumula a função de presidente do Conselho de Administração do Banestado, não compareceu à assembléia.
Hoje é o dia em que a Secretaria da Fazenda publica o edital de privatização do Banestado e isso só poderia ser feito com a divulgação do balanço. Hoje ocorre também a abertura do data room (sala de dados), que traz as informações sigilosas do banco para os cinco bancos credenciados ao leilão. Santander, Unibanco, Itaú, Bradesco e ABN-Amro Bank são as instituições que disputarão o banco paranaense e hoje entregam as suas propostas.
O balanço do Banestado mostra que o Patrimônio Líquido fechou o semestre em R$ 454,641 milhões. O valor é R$ 20 milhões superior ao preço mínimo fixado para o leilão de privatização do Banestado, marcado para o dia 17 de outubro na Bolsa de Valores do Paraná. A avaliação do banco foi feita pelos bancos Fator e Credit de France, que trabalharam como ‘‘advisers’’ no processo de privatização.
O resultado financeiro do Banestado revela ainda que houve um aumento de R$ 136,2 milhões para R$ 254 milhões nas despesas administrativas. A diferença se deve ao repasse de R$ 148 milhões que o banco fez ao Fundo de Pensão dos Funcionários (Funbep). Já as despesas com pessoal reduziram de R$ 191 milhões para R$ 136,2 milhões.
Como o banco obteve lucro, os funcionários terão direito a uma parcela deste resultado. Os 7.506 bancários dividirão R$ 3,76 milhões, o que dará R$ 500 na média para cada um. (C.M.)

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