São Paulo - Está crescendo o uso de sementes não-certificadas de soja no País, fato que pode comprometer a próxima safra de verão. Segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o uso de sementes certificadas caiu de 90% em 2002 para 66% em 2004.
''Se a semente não tiver qualidade, toda a produção pode ficar comprometida. É um item que representa 5% do custo total de produção ou 12% do volume investido com insumos'', alerta José de Barros França Neto, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja), do Ministério da Agricultura.
O motivo que estaria levando os produtores a usar sementes inferiores é a crise que a agricultura vive devido ao câmbio valorizado e ao aumento do custo de produção. A combinação desses fatores reduz a lucratividade da soja, levando muitos produtores a optar pelo uso de sementes não-certificadas para a safra de verão.
Levantamento realizado com laboratórios de sementes do Paraná, Mato Grosso e Goiás indica que mais de 60% das amostras que estão sendo encaminhadas por agricultores para testes de germinação e vigor estão fora dos padrões mínimos de qualidade.

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