A semana começa com muita expectativa. Além dos índices de preços que serão divulgados na quarta-feira, as discussões em torno das metas de inflação ganham força com a reunião do Conselho Monetário Nacional, amanhã.
  Na pauta, a confirmação ou não da meta para o ano que vem, atualmente em 3,75%, ajustada pelo Banco Central em 5,5%, e a definição da meta para 2005.
Para alguns economistas, a manutenção da meta prevista para 2004 implica a convivência com um modelo que tem se mostrado excessivamente rigoroso. Para outros, a alteração da meta para o próximo ano pode comprometer a credibilidade do Banco Central e a continuidade da melhora das expectativas de inflação.
  Uma boa parcela de analistas considera, no entanto, que o Banco Central não deve projetar uma meta muito ambiciosa para 2005. Deve, porém, segundo afirmam, indicar a continuidade da inflexão para uma inflação menor, com o passar dos anos.

Juros nos EUA - Nos Estados Unidos, as opiniões se dividem quanto à decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) em relação aos juros básicos da economia, hoje em 1,25% ao ano.
  Analistas estimam que, na reunião marcada para terça e quarta-feira, o Fomc (Federal Open Market Committee, o comitê de política monetária do Fed) deve reduzir de 0,25 ponto percentual a 0,50 ponto percentual a taxa básica de juros do país.
  O objetivo seria estimular a recuperação do crescimento da economia norte-americana.
  ‘‘A expectativa de queda dos juros lá perdeu embalo com o resultado do ‘‘leading indicators’, que veio muito acima do esperado’’, afirma Luiz Antonio Vaz das Neves, diretor de pesquisas da corretora Planner.
  O índice, que aponta o comportamento futuro da economia norte-americana com base em dez indicadores econômicos, como pedidos de seguro-desemprego e encomendas do setor manufatureiro, registrou alta de 1% em maio. A expectativa era de 0,6%.
  ‘‘Os sinais não são claros quanto ao tamanho do corte que o Fed poderá fazer’’, diz um analista. Embora pequena, há a possibilidade de que o Fed opte por não cortar os juros.
  Alguns analistas esperam uma reação do mercado de ações nos próximos dias em consequência da queda de 4,39% registrada na semana passada. ‘‘Não se surpreenda se a Bolsa reagir, há espaço para isso, mas não irá muito longe. Aqui, como nos Estados Unidos, está tudo muito esticado, as ações já subiram muito’’, diz Vaz das Neves.

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