Semana curta deve ser calma
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segunda-feira, 11 de novembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - De olho nos Estados Unidos, o mercado segue em compasso de espera, ansioso por decisões do governo eleito, mas sem muita esperança em que elas virão nesta curta semana. Visita do FMI, vencimento de cambiais - os destaques da agenda - não parecem despertar tantas preocupações.
Se não houver novidade no conflito EUA-Iraque e na política - como esperam analistas -, ''a Bolsa deve ficar de lado: sobe um pouco, cai um pouco'', diz Beto Scretas, da Scroeder Brasil.
Na sexta-feira, é feriado no Brasil (Proclamação da República) e hoje, Dia dos Veteranos, nos Estados Unidos, mas as Bolsas de lá abrem, ao contrário de bancos e repartições públicas que não funcionarão.
Dívida - A rolagem na sexta-feira passada de US$ 638 milhões, 34,8% de US$ 1,9 bilhão de títulos cambiais que vencem na próxima quinta-feira, indica que a forte pressão sobre a moeda norte-americana, comum antes das eleições, não vai se repetir.
As taxas a que foram rolados os títulos da dívida pública atrelada ao dólar foram moderadas e estimularam a continuidade da queda.
Depois do leilão de contratos de ''swap'' cambial do Banco Central, em que títulos que irão vencer são trocados por outros de perfil mais longo, o dólar continuou a cair, batendo em R$ 3,506. No fechamento, entretanto, a cotação do câmbio era de R$ 3,545.
Alguns analistas dizem esperar que a queda do dólar, iniciada no último dia 22, possa repercutir na inflação, ao menos na primeira prévia do mês do IGP-M, hoje.
Amanhã serão conhecidos também o IPC-Fipe (primeira quadrissemana de novembro), o IPCA, o INPC e o IGP-DI de outubro.


